domingo, 28 de junho de 2009

Da iniciação sociológica (4)

No meu entender, um dos momentos nucleares da iniciação sociológica é o contacto dos principiantes com um conjunto de autores/textos «clássicos» da disciplina.

Esse contacto pode acontecer em diferentes ocasiões (i.e. «unidades curriculares») e ser realizado de várias maneiras (desde a leitura directa, passando pela leitura de manuais e comentadores e acabando na frequência de aulas expositivas).

Não é obrigatório ler um «clássico» para se sentir o seu ascendente.

Não basta faltar às aulas de «teorias sociológicas» para se ficar a salvo da sua influência.

Os «clássicos» estão por todo o lado, desvanecem e ressuscitam a cada instante, prestam-se à crítica para depois resistirem a ela.

Conhecem algum professor/investigador que diga clara e inequivocamente que os «clássicos» não servem para nada e que deviam ser banidos da disciplina?

Mesmo aqueles que dizem que «não vale a pena ler», não conseguem retirar aos «clássicos» o protagonismo que estes têm nas práticas pedagógicas e nas práticas de investigação.

Porque será?

O que têm os «clássicos» de tão especial?

Qual é o seu papel na iniciação dos sociólogos?

[continua]