Para os gestores do saber performativo, só existem dois tipos de autores: aqueles que merecem ser lidos e aqueles que não o merecem ser.
Os primeiros são os verdadeiros sociólogos que fazem a verdadeira sociologia.
Os outros são pseudo-sociólogos, quasi-sociólogos, ou, simplesmente, fraudes anti-científicas.
Nunca sociólogos. Jamais sociologia.
É claro que os adeptos desta taxonomia informal nunca apontam nomes concretos.
Isso traz-lhes demasiadas chatices e expõe-os à crítica de quem não partilha a mesma opinião sobre os mesmos autores e as mesmas ideias (isto, claro, quando se chega à parte das ideias...geralmente nem aí se chega!).
Felizmente, existe uma solução mais eficaz para garantir que os principiantes não vão ler aquilo que não merece ser lido: cair-lhes em cima com argumentos de terceiros acima de qualquer suspeita («os bons da fita») contra os inimigos imaginários da ciência («os maus da fita»).
A maioria dos principiantes, não tendo nenhuma referência prévia (positiva ou negativa) daqueles que são criticados, mas tendo, em contrapartida, várias referências elogiosas daqueles que criticam (por isso é que a crítica é eficaz!), acaba por dar o seu assentimento não-informado aos argumentos destes últimos e, por conseguinte, ao seu sistema de referências fechado e obsoleto.
E assim se faz a tão badalada cumulatividade da teoria sociológica: em sacrificio de tudo aquilo que não deve ser considerado «sociologia», em sacrifício de um horizonte alargado de referências e visões do mundo, em sacrifício dos diferendos que nos alimentam a alma...
Em sacrifício da inquietação do principiante!
Os primeiros são os verdadeiros sociólogos que fazem a verdadeira sociologia.
Os outros são pseudo-sociólogos, quasi-sociólogos, ou, simplesmente, fraudes anti-científicas.
Nunca sociólogos. Jamais sociologia.
É claro que os adeptos desta taxonomia informal nunca apontam nomes concretos.
Isso traz-lhes demasiadas chatices e expõe-os à crítica de quem não partilha a mesma opinião sobre os mesmos autores e as mesmas ideias (isto, claro, quando se chega à parte das ideias...geralmente nem aí se chega!).
Felizmente, existe uma solução mais eficaz para garantir que os principiantes não vão ler aquilo que não merece ser lido: cair-lhes em cima com argumentos de terceiros acima de qualquer suspeita («os bons da fita») contra os inimigos imaginários da ciência («os maus da fita»).
A maioria dos principiantes, não tendo nenhuma referência prévia (positiva ou negativa) daqueles que são criticados, mas tendo, em contrapartida, várias referências elogiosas daqueles que criticam (por isso é que a crítica é eficaz!), acaba por dar o seu assentimento não-informado aos argumentos destes últimos e, por conseguinte, ao seu sistema de referências fechado e obsoleto.
E assim se faz a tão badalada cumulatividade da teoria sociológica: em sacrificio de tudo aquilo que não deve ser considerado «sociologia», em sacrifício de um horizonte alargado de referências e visões do mundo, em sacrifício dos diferendos que nos alimentam a alma...
Em sacrifício da inquietação do principiante!
1 comentário:
Porquê!?...
Estes principiantes são uns chatos!!! nem-se contentam com listas de livros fechadas...para quê perder tempo (esse bem escaço!) em pesquisas...houve alguem que já se deu a esse trabalho (devemos estar-lhes muito gratos...ou ñ!?)
Fique claro "gestores do saber performativo" (os SOCIÓlOGOS que deliniam a "política formativa" do iscte...sim nós identificamos os maus da fita...)
Ñ estejam trânquilos...porque desistir não é uma opção para os anti-utilitaristas...
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