(Páginas 89, 90 e 91)
Acto I: FLM congratula-se com o número crescente de comunicações da autoria de sociólogos «extra-universitários» nos encontros patrocinados pela APS.
Acto II: FLM lamenta continuar a «haver muitos» sociólogos «extra-universitários» que «nunca ou raramente passam ao papel a sua experiência e os resultados do seu trabalho» e, para além destes, outros que consideram que a sua actividade profissional «nada tem a ver com a sociologia».
Acto III: FLM enuncia os «efeitos bloqueadores» daquilo que ele designa por «identidade profissional negativa».
Acto IV: FLM apresenta dois «casos» (bizarros?): sociólogos que trabalham em autarquias e sociólogos que leccionam a disciplina de sociologia no ensino secundário, mas que, apesar de fazerem sociologia a toda a hora (sem o suspeitarem!), acham que o que fazem «não é fazer sociologia».
Acto V: FLM aponta estes «casos» como os «melhores intérpretes» da «cultura de dissociação entre ciência e profissão» (citando AFC, para ninguém pensar que ele o estivesse a plagiar!).
Acto VI: FLM junta-se a AFC na crença nº 2 («hoje tudo indica que essa cultura de dissociação continua em declínio, tanto nos meios universitários como nos extra-universitários, apesar de, no caso dos primeiros, continuar a utilizar-se com alguma frequência a palavra "profissionais" por oposição a "universitários" ou "investigadores"»).
Acto VII: FLM tenta perceber porque é que continua a existir (apesar de, segundo ele, continuar em declínio!) um «segmento» de sociólogos «extra-universitários» que rejeita a identidade profissional «sociólogo» e que não participa nos eventos associativos.
Acto VIII: FLM chega à conclusão (embora a «problemática» mereça, «em si própria», uma «análise mais aprofundada») que a «identidade profissional negativa» é um «efeito tendencial de geração» (!?).
Acto IX: FLM tenta explicar a crença («de facto, muitos sociólogos mais jovens, num só ou nos dois critérios apontados, [idade e ano de formação] e inseridos em contextos profissionais semelhantes àqueles em que se situam alguns dos seus colegas mais antigos e mais cépticos, revelam uma atitude oposta, tanto em termos de identidade profissional como em termos cognitivos»).
Acto X: FLM tenta provar a crença («indicadores externos disso são quer o índice comparativamente muito mais elevado de filiação associativa, como a prática mais frequente de apresentação de comunicações nos congressos e outras reuniões científicas»).
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FLM regressa ao Acto I!
Confuso?
Fiquem para ver: «Fernandinho e as intermitências da crença»!
Acto I: FLM congratula-se com o número crescente de comunicações da autoria de sociólogos «extra-universitários» nos encontros patrocinados pela APS.
Acto II: FLM lamenta continuar a «haver muitos» sociólogos «extra-universitários» que «nunca ou raramente passam ao papel a sua experiência e os resultados do seu trabalho» e, para além destes, outros que consideram que a sua actividade profissional «nada tem a ver com a sociologia».
Acto III: FLM enuncia os «efeitos bloqueadores» daquilo que ele designa por «identidade profissional negativa».
Acto IV: FLM apresenta dois «casos» (bizarros?): sociólogos que trabalham em autarquias e sociólogos que leccionam a disciplina de sociologia no ensino secundário, mas que, apesar de fazerem sociologia a toda a hora (sem o suspeitarem!), acham que o que fazem «não é fazer sociologia».
Acto V: FLM aponta estes «casos» como os «melhores intérpretes» da «cultura de dissociação entre ciência e profissão» (citando AFC, para ninguém pensar que ele o estivesse a plagiar!).
Acto VI: FLM junta-se a AFC na crença nº 2 («hoje tudo indica que essa cultura de dissociação continua em declínio, tanto nos meios universitários como nos extra-universitários, apesar de, no caso dos primeiros, continuar a utilizar-se com alguma frequência a palavra "profissionais" por oposição a "universitários" ou "investigadores"»).
Acto VII: FLM tenta perceber porque é que continua a existir (apesar de, segundo ele, continuar em declínio!) um «segmento» de sociólogos «extra-universitários» que rejeita a identidade profissional «sociólogo» e que não participa nos eventos associativos.
Acto VIII: FLM chega à conclusão (embora a «problemática» mereça, «em si própria», uma «análise mais aprofundada») que a «identidade profissional negativa» é um «efeito tendencial de geração» (!?).
Acto IX: FLM tenta explicar a crença («de facto, muitos sociólogos mais jovens, num só ou nos dois critérios apontados, [idade e ano de formação] e inseridos em contextos profissionais semelhantes àqueles em que se situam alguns dos seus colegas mais antigos e mais cépticos, revelam uma atitude oposta, tanto em termos de identidade profissional como em termos cognitivos»).
Acto X: FLM tenta provar a crença («indicadores externos disso são quer o índice comparativamente muito mais elevado de filiação associativa, como a prática mais frequente de apresentação de comunicações nos congressos e outras reuniões científicas»).
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FLM regressa ao Acto I!
Confuso?
Fiquem para ver: «Fernandinho e as intermitências da crença»!
3 comentários:
Não li o texto todo. Mas deixa-me ver se percebi uma coisa: portanto, a dissociação está em declínio (?!) e, não obstante, FLM esforça-se por explicar essa mesma dissociação (por via de um efeito - geracional - identitário negativo face à sociologia).
O que é que se passa aqui!? Será que ele acredita no que escreve?
Acho que encontrei uma forma mais clara (e divertida!) de explicar:
X - NÚMERO de comunicações de «extra-universitários» nos encontros associativos
Z - PREVALÊNCIA da «cultura de dissociação» ou «identidade profissional negativa»
X está a aumentar, Z está a diminuir.
Mas Z ainda existe.
E Z é uma coisa muito feia.
O que interessa é que Z continua a diminuir.
Mas Z continua a existir.
Não faz mal que Z exista porque é um «efeito tendencial de geração», ou seja, acabará por desaparecer.
Finalmente: aquilo que prova que Z está a diminuir - o aumento de X - é a contra-prova de que Z ainda existe!
Fernandinho COLOCA E RESOLVE o mesmo PROBLEMA (Z) através do mesmo INDICADOR (X)!
E porque é que acham que ele prefere espontaneamente a hipótese do «efeito tendencial de geração»?
Porque é a única explicação que lhe permite COMPATIBILIZAR a emergência (desejada) da «cultura de associação» e a permanência (indesejada) da «cultura de dissociação», sem por em causa a APOSTA no declínio (inevitável) da segunda e no triunfo (a prazo) da primeira!
Este gajo é um cromo.
Tenho apenas duas questões a propósito do que diz o cromo:
1.Será que o anti-professorismos lurdista do ministério da educação vem das problemáticas da profissionalização dos sociólogos?!
2.Se FLM e seu bando (para não dizer "corja") deixassem as universidades, seguramente, o número de sociólogos extra-universitários que fariam comunicações, aderentes à cultura associativa, aumentaria mais rápidamente?!
3.Como será a cultura profissional dos sociólogos que trabalham em callcenters?!
Eu respondo: É uma cultura teleassociativa...(até fazem o pagamento das cotas da APS por telemultibanco!!!)
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