A RTP apresentou, no jornal da noite de hoje, uma peça com um título bastante sugestivo: «Plágio é fenómeno em crescendo no meio académico».
(se não tiveram oportunidade de ver, podem fazê-lo aqui)
Nela constam testemunhos de alunos do ISCTE e da presidente do seu Conselho Pedagógico.
Breves notas:
1) «Eu plagiar, não; se calhar alguma inspiração, isso sim». Malandro...
2) O sujeito que apresenta o programa informático que detecta a «falta de originalidade» dos trabalhos é um professor (como aparece na legenda) ou um técnico superior anti-fraude?
3) Dra. Sílvia Silva, afinal para que servem as «declarações de não plágio»?
(se não tiveram oportunidade de ver, podem fazê-lo aqui)
Nela constam testemunhos de alunos do ISCTE e da presidente do seu Conselho Pedagógico.
Breves notas:
1) «Eu plagiar, não; se calhar alguma inspiração, isso sim». Malandro...
2) O sujeito que apresenta o programa informático que detecta a «falta de originalidade» dos trabalhos é um professor (como aparece na legenda) ou um técnico superior anti-fraude?
3) Dra. Sílvia Silva, afinal para que servem as «declarações de não plágio»?
3 comentários:
Que pena o prfessor/técnico superior anti-fraude,bem como a senhora Silvia Silva,não terem falado da declaração anti-plágio.
Que querem dizer com «fenómenos»!?
Seria:
1) a declaração anti-plágio?
2) as folhas de presença?
3) os prazos intermédios de entrega de capítulos das teses?
4) os funos esquisitos? não, estes são antigos!!!
Não pude manifestar a minha opinião em tempo oportuno, mas como o tema continua em aberto aqui vai ela:
Suscrevi a declaração anti-plágio em todos os trabalhos entregues, não concordando com a mesma por:
1) Não houve qualquer explicação prévia, cabendo de facto aos destinatários e, porventura, fora da Universidade a interpretação da situação, ou seja, há muitos trabalhos plagiados no ISCTE, o que não abona a favor do ISCTE e dos seus alunos;
2) Esta ausência de explicação contraria em absoluto a metodologia proposta em Sociologia, i.e., a par do Quadro Teórico, há que obrigatoriamente efectuar uma análise empírica e concluir sobre os resultados;
3) Como não foi apresentada qualquer investigação nem os seus resultados, presume-se que não tenha sido efectuada;
4) Desconhece-se assim se: (i) o problema do plágio abrange todos os Departamentos do ISCTE ou apenas o de Sociologia, (ii) todos os cursos do Dep. Sociologia ou apenas os Mestrados, (iii) todos os Mestrados ou apenas alguns ou ainda (iv) todas as Unidades Curriculares ou apenas algumas;
5) A ausência ou falta de informação desta análise estatística origina que provavelmente o verdadeiro problema não seja corrigido do modo mais adequado, já que a solução aponta no sentido de menor esforço e obriga ao protesto de quem se vê envolvido num processo com o qual nada tem a ver;
6) Mais, desautoriza os Professores que, adequada e oportunamente, fizeram as devidas chamadas de atenção nas aulas;
7) Na recente reportagem da tv, que vi através do blog, aparece o ISCTE, mas desdramatiza a situação reconhecendo capacidade ao júri, como especialistas, de identificar qualquer plágio. Estranho...
Luisa Fontes
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