quinta-feira, 5 de março de 2009

a pedagogia do adiamento, segundo RPP (conclusão)

Quando é que um@ principiante está preparad@ para ler um «clássico» da sociologia?

Adiar, adiar, adiar.

Com todo o respeito pel@s noss@s coleg@s do programa de doutoramento, alguém acredita que aí se desenvolva um trabalho colectivo de leitura e interpretação crítica dos «clássicos»?

Alguém acredita que as posturas de infantilização («não iam entender nada») e/ou de complacência («ninguém o proíbe de ler») dêem subitamente lugar a seminários amplamente participados onde se examinam os pressupostos meta-teóricos da sociologia?

Não é preciso ser vidente para perceber que esta pedagogia do adiamento não é mais do que uma pedagogia do desprezo e da ignorância (e estou a medir muito bem as palavras!).

Afinal de contas, quem despreza o estudo dos «clássicos» só pode ensinar ignorância.

Uma ignorância «que se ignora a si mesma», orgulhosamente.

Pois bem.

Eles que fiquem com o orgulho da ignorância.

Nós ficamos com o gosto pela sociologia!

3 comentários:

Dautarin da Costa disse...

Viva o gosto pela descoberta!!!

Luís Miguel Santos disse...

Respondendo à tua pergunta sobre quando é que um principiante está preprarado para ler os clássicos, eu proponho uma resposta:
É só assinar uma declaração de não-interpretação (declaração com efeitos SIMBÓLICOS, obviamente!), que logo podem ler sem limites (quer dizer, sem pôr em causa a ideologia, TOTALITARIAMENTE, dominante) as obras dos clássicos!!!

Hugo Militão disse...

«Totalitariamente»!?
Isto é-me familiar...onde é que eu já ouvi isto?