"Falou mais o senhor a Moisés, dizendo: Fala a Arão dizendo: Ninguém da tua descendência, nas suas gerções, em que houver algum defeito, se chegará a oferecer o pão do seu Deus. Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, ou homem que tiver quebrado o pé, ou a mão quebrada, ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impingem, ou que tiver testículo mutilado. Nenhum homem da descendêmcia de Arão, o sacerdote, em quem houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do senhor; defeito nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus. Ele comerá do pão do seu Deus, tanto tanto do santíssimo como do santo. Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porquanto defeito há nele, para que não profane os meus santuários; porque eu sou o senhor que os santifico. E Moisés falou isto a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel." (Levítico 5º 21: 16-24)
Citação de A Bíblia Sagrada (1997), em Bruno Sena Martins (2006), «E SE EU FOSSE CEGO?» Narrativas silenciadas da deficiência, Porto, Edições Afrontamento, pp. 40
PS: mudam-se os templos, mas não se mudam as vontades!!!
segunda-feira, 9 de março de 2009
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5 comentários:
Eu, realmente, não ofereço pão a ninguém...mas não é por ser coxo (já só faltam 4 meses para deixar de ser deficiente).
Eu não ofereço pão a ninguém porque sou invejoso...mas espera aí, se calhar sou invejoso, porque sou deficiente...ok, não me consigo safar disto.
"Mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades"...seu plagiador!
Ó futuro ex-deficiente, eu escrevi templos... estás mais cegueta que eu!?
Mesmo que seja plágio, eu posso fazê-lo, eu sou impuro, eu tenho uma «deformidade» permanente (até tenho uma documento oficial que o confirma)
Quanto ao pão se for atrasado até posso oferecê-lo, se não o comer em torradas!!!
Se pensarmos na realidade iscteana a metáfora não me parece mal...
por exemplo:
pão = propinas
deformidade = anti-utilitarismo
Deus = gestores do saber performativo
santuário = departamento de sociologia e cies
E os malandros somos nós!!!
Bem vistas as coisas, acho que ninguém neste blog tem direito ao pão de Deus...
(mas a mim é que não me vão ver a pedinchar à porta do templo!)
Acabei de perceber o meu distanciamento da religião
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