Sendo novo demais para saber como é que se fazia antigamente (e, em particular, como é que se fazia antigamente no instituto), aprendi a desconfiar das críticas ao presente que parecem recolher toda a sua força de idealizações do passado (geralmente, faz-se referência a uma época mais ou menos remota em que as coisas, não sendo perfeitas, eram diferentes para melhor).
Por isso, pergunto: será que a construção (e manutenção) dos consensos disciplinares (quando/onde eles parecem existir ou quando/onde os seus efeitos são suficientemente significativos para se presumir que eles existem) supõe sempre o assentimento de uma maioria silenciosa (i.e. passiva e acrítica)?
Será que os consensos não podem ser obtidos/preservados através de um debate alargado entre pares?
Até que ponto a ideia de consenso não é, ela própria, inimiga do pensamento crítico?
Sendo novo demais para saber como é que se fazia antigamente (e, em particular, como é que se fazia antigamente no instituto), custa-me imaginar uma época em que se tenha feito ainda menos (ao nível dos debates intra-disciplinares) do que hoje.
Não tendo certezas sobre a importância do consenso (só tenho certezas sobre a importância do pensamento crítico), é-me difícil imaginar espaços-tempos em que o papel das maiorias silenciosas tenha sido ainda mais preponderante (ao nível dos debates intra-disciplinares) do que actualmente.
Daí a inquietação: se o presente não é animador e se o passado não parece ter sido muito pior (o que não quer dizer necessariamente que tenha sido muito melhor), o que nos espera o futuro?
Por isso, pergunto: será que a construção (e manutenção) dos consensos disciplinares (quando/onde eles parecem existir ou quando/onde os seus efeitos são suficientemente significativos para se presumir que eles existem) supõe sempre o assentimento de uma maioria silenciosa (i.e. passiva e acrítica)?
Será que os consensos não podem ser obtidos/preservados através de um debate alargado entre pares?
Até que ponto a ideia de consenso não é, ela própria, inimiga do pensamento crítico?
Sendo novo demais para saber como é que se fazia antigamente (e, em particular, como é que se fazia antigamente no instituto), custa-me imaginar uma época em que se tenha feito ainda menos (ao nível dos debates intra-disciplinares) do que hoje.
Não tendo certezas sobre a importância do consenso (só tenho certezas sobre a importância do pensamento crítico), é-me difícil imaginar espaços-tempos em que o papel das maiorias silenciosas tenha sido ainda mais preponderante (ao nível dos debates intra-disciplinares) do que actualmente.
Daí a inquietação: se o presente não é animador e se o passado não parece ter sido muito pior (o que não quer dizer necessariamente que tenha sido muito melhor), o que nos espera o futuro?
3 comentários:
Felizmente, o meu futuro no iscte começa amanhã, e acaba daqui a uns meses (espero eu).
Não percebo, qual é o problema com a ditadura do consenso!? Não necessitas de pensar, agir (apenas tens de reagir), debater, etc. e ainda nos queixamos!?
Eles fazem-nos tudo... até nos lixam... são uns fofos «k»!!!
Esperam-nos formatações acríticas moderadas populares ambidextras e etc...
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