Segundo Raymond Quivy, “Não há observação ou experimentação que não assente em hipóteses. Quando não são explícitas, são implícitas ou, pior ainda, inconscientes. E, quando não são explicitamente construídas, conduzem a becos sem saída…”.
Beco sem saída…a inexistência de hipótese de investigação conduz a um beco sem saída. Talvez…
Por seu lado, a construção de uma hipótese de investigação conduz a uma só saída…ou melhor, TEM que conduzir a uma só saída. A hipótese começa por ser, de facto, o fio condutor da investigação. O pior é que, a dada altura, o fio condutor se transforma em obsessão: a realidade observada TEM que confirmar a hipótese.
O maior medo d@ investigad@r é prever que a realidade negue a sua hipótese de investigação… um estudo efectuado pelo INE (divulgado – como não poderia deixar de ser – em primeira mão, pela inquietação do principiante) revela que 8 em cada 10 sociólog@s – investigador@s acordam, a meio da noite, aos gritos: «NÃO, NÃO NÃAAAAAAAAAAAAAAAO».Tudo por causa da incompatibilidade Hipótese / Realidade. Entrevistas realizadas @s legítim@s companheir@s d@s sociólog@s – investigador@s reflectem as consequências, daquela obsessão, na vida conjugal d@s investigador@s.
É que, parecendo que não, acordar, de repente, a meio da noite, com um berro, é capaz de não fazer muito bem à saúde.
Tendo em consideração este estudo inventado por mim - no fundo, é uma hipótese e, como tal, tem que ser verdadeira - deixo um conselho a tod@s @s jovens investigador@s: façam a tese, primeiro, e casem depois.
Confesso que aqui em casa...já ninguém me atura.
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3 comentários:
Grande post!
Várias notas:
1) Não ter nenhuma saída é pior do que só ter uma saída?
2) Popper estava enganado: o «falsificacionismo» é uma treta;
3) O nosso blog divulga (em primeira mão) estudos do INE? As coisas que eu não sei!
4) Diz que beber um copinho de leite morno ajuda a dormir melhor...
5) Por mim, casava em qualquer altura (mas ela não está para aqui virada...)
Votos de muitas e maravilhosas hipóteses de investigação,
Saudações «anti-citrinas»!
Como compreendo a tua família e só te atura há poucos anos...éhéhéhéh
Tenho outra sugestão alternativa para os jovens investigadores: não se deixem dormir enquanto não acabarem a tese...
Meus filhos, sigam a luz da hipótese...ou não!
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