domingo, 30 de agosto de 2009

Desigualdades de Bolonha: concursos públicos dão mau exemplo

Lembram-se de se discutir, naquelas sessões de esclarecimento que foram realizadas ainda no antigo ISCTE, que valor teria um diploma de licenciatura pré-Bolonha após a implementação do Processo de Bolonha?


Ninguém podia adivinhar o que iria acontecer, mas a pergunta já antecipava uma possibilidade: diplomad@s pré-Bolonha poderiam ficar em desvantagem relativamente a diplomad@s de Bolonha com o mesmo número de anos de formação superior.

O receio baseava-se, antes de mais, numa questão de terminologia, pois o mesmo termo («licenciatura») seria doravante aplicado tanto para aquel@s que tinham feito 5 anos no anterior modelo, como para aquel@s que estavam agora a concluir um ciclo de estudos de apenas 3 anos.

Como é que o mercado de trabalho iria reagir a esta profusão de diplomas, onde as mesmas designações correspondem a percursos de formação radicalmente distintos?

Teriam @s licenciad@s pré-Bolonha acesso aos mesmos concursos d@s mestres de Bolonha?

Ou ser-lhes-ia exigido que fizessem formação-extra para obter essa equivalência?

[continua]

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