domingo, 20 de setembro de 2009

«Esmiuçar» os programas (conclusão)

Lembro-me bem da nossa angústia sempre que tínhamos de escolher uma «sociologia especializada» ou uma «optativa livre».

Os programas não circulavam e as poucas informações que conseguíamos recolher junto de coleg@s mais velh@s, resumiam-se, na maior parte das vezes, a uns apontamentos sobre o estilo d@ professor@ e o tipo de avaliação que est@ privilegiava.

Quem não tem uma história de terror para contar sobre uma cadeira/professor@ que pensava ser interessante?

Felizmente, o departamento de sociologia passou a colocar à disposição d@s alun@s os programas das cadeiras (não tenho a certeza, mas acho que o sistema começou no último ano lectivo).

Faz diferença?

Sim.

Mas não acaba com as histórias de terror.

Tendo os programas nas mãos mesmo antes das aulas começarem, @s alun@s já se vão habituando a baixar as expectativas mesmo antes de conhecerem @ professor@ e de saberem como vão ser avaliad@s.

No fundo, já se vão habituando a adiar a gratificação para mais tarde.

Por isso é que a tese é a última esperança...

3 comentários:

Luís Miguel Santos disse...

Que treta!!! Quebraram o último encanto do arranque de um ano lactivo... Agora chega-se a uma sala de aula e nem se recebe um programa, por pior que ele seja!?

Já agora sugiro que o avançado departamente coloque nos referidos programas uma foto do docente, para que não existam enganos!!!

Dautarin da Costa disse...

Corre-se, no entanto, o risco de não se encontrar a gratificação na tese, pois, não esqueçamos que escasseiam orientadores que, de facto, promovam a reflexividade sociológica.

Enfim, é chegada a hora da cristalização das trevas...

Daniel Figueiredo disse...

Dauto, por que é que não colocas um anúncio aqui no blog?

PROCURA-SE ORIENTADOR COM GOSTO PELA REFLEXIVIDADE SOCIOLÓGICA (M/F)

Era fixe...e podia ser que tivesses sorte!