
Se já é difícil evitar equívocos quando tentamos explicar a alguém o que estamos a fazer, imaginem o que será ter essa conversa com alguém que ouviu falar da nossa tese por intermédio de outra pessoa.
Não preciso de dizer que está o caldo todo entornado, pois não?
Mas imaginem que a pessoa com quem estão a conversar é alguém que não vêem há muito tempo.
Não preciso de dizer que as perguntas mais complicadas costumam vir desta categoria de interlocutores, pois não?
Imaginem também que a outra pessoa - aquela que falou com a pessoa com quem estão a conversar - é a vossa Mãe.
Não preciso de dizer como é que as progenitoras costumam falar dos filhos, pois não?
Imaginem ainda que a pessoa com quem estão a conversar e a vossa Mãe estiveram juntas pela última vez quando vocês ainda estavam a explorar as primeiras pistas.
Não preciso de dizer que essa pessoa irá confrontar-vos com uma tese que nunca foi mais do que um esboço de um esboço de um esboço, pois não?
Agora imaginem que a pessoa com quem estão a conversar tem de apanhar um comboio dentro de 3 minutos.
Não preciso de dizer que não vai dar tempo para explicar o que quer que seja, pois não?
Lá terá de ficar para a próxima vez...e que a próxima vez seja para explicar uma tese que já foi defendida!
Mas imaginem que a pessoa com quem estão a conversar é alguém que não vêem há muito tempo.
Não preciso de dizer que as perguntas mais complicadas costumam vir desta categoria de interlocutores, pois não?
Imaginem também que a outra pessoa - aquela que falou com a pessoa com quem estão a conversar - é a vossa Mãe.
Não preciso de dizer como é que as progenitoras costumam falar dos filhos, pois não?
Imaginem ainda que a pessoa com quem estão a conversar e a vossa Mãe estiveram juntas pela última vez quando vocês ainda estavam a explorar as primeiras pistas.
Não preciso de dizer que essa pessoa irá confrontar-vos com uma tese que nunca foi mais do que um esboço de um esboço de um esboço, pois não?
Agora imaginem que a pessoa com quem estão a conversar tem de apanhar um comboio dentro de 3 minutos.
Não preciso de dizer que não vai dar tempo para explicar o que quer que seja, pois não?
Lá terá de ficar para a próxima vez...e que a próxima vez seja para explicar uma tese que já foi defendida!
5 comentários:
É por estas e por outras que eu não ando de comboio!!! todos sabemos que a linha de Sintra tem o seu quê de perigosidade...
Daniel, quando for assim, tens de pedir ajuda ao C., porque ele já está treinado em situações de stress!?
Credoooo!!!!
Isto de fazer uma tese é uma complicação de efeitos exponenciais.
Caro Daniel,
Excelente post...
De um colega da concorrência (das boas lol) e que está na mesma angústia da tese...e quanto às perguntas que me fazem já esboçei várias respostas...e muitas mentiras lol...inclusive à minha mãe, a quem não sei explicar o que é que eu estou bem a fazer por este mundo fora...
Um abraço amigo
Caro anónimo,
Neste e noutros assuntos, parece que não temos outra alternativa senão «falar verdade a mentir»...
Obrigado pelo teu comentário.
Volta sempre!
É por estas e por outras que eu não tenho certas conversas com a minha mãe.
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