sábado, 17 de outubro de 2009

Como explicar a tese em condições de máxima adversidade



Se já é difícil evitar equívocos quando tentamos explicar a alguém o que estamos a fazer, imaginem o que será ter essa conversa com alguém que ouviu falar da nossa tese por intermédio de outra pessoa.

Não preciso de dizer que está o caldo todo entornado, pois não?

Mas imaginem que a pessoa com quem estão a conversar é alguém que não vêem há muito tempo.

Não preciso de dizer que as perguntas mais complicadas costumam vir desta categoria de interlocutores, pois não?

Imaginem também que a outra pessoa - aquela que falou com a pessoa com quem estão a conversar - é a vossa Mãe.

Não preciso de dizer como é que as progenitoras costumam falar dos filhos, pois não?

Imaginem ainda que a pessoa com quem estão a conversar e a vossa Mãe estiveram juntas pela última vez quando vocês ainda estavam a explorar as primeiras pistas.

Não preciso de dizer que essa pessoa irá confrontar-vos com uma tese que nunca foi mais do que um esboço de um esboço de um esboço, pois não?

Agora imaginem que a pessoa com quem estão a conversar tem de apanhar um comboio dentro de 3 minutos.

Não preciso de dizer que não vai dar tempo para explicar o que quer que seja, pois não?

Lá terá de ficar para a próxima vez...e que a próxima vez seja para explicar uma tese que já foi defendida!

5 comentários:

Luís Miguel Santos disse...

É por estas e por outras que eu não ando de comboio!!! todos sabemos que a linha de Sintra tem o seu quê de perigosidade...

Daniel, quando for assim, tens de pedir ajuda ao C., porque ele já está treinado em situações de stress!?

Dautarin da Costa disse...

Credoooo!!!!

Isto de fazer uma tese é uma complicação de efeitos exponenciais.

Anónimo disse...

Caro Daniel,
Excelente post...
De um colega da concorrência (das boas lol) e que está na mesma angústia da tese...e quanto às perguntas que me fazem já esboçei várias respostas...e muitas mentiras lol...inclusive à minha mãe, a quem não sei explicar o que é que eu estou bem a fazer por este mundo fora...
Um abraço amigo

Daniel Figueiredo disse...

Caro anónimo,

Neste e noutros assuntos, parece que não temos outra alternativa senão «falar verdade a mentir»...

Obrigado pelo teu comentário.

Volta sempre!

Hugo Militão disse...

É por estas e por outras que eu não tenho certas conversas com a minha mãe.