quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Analogia inquietante

A propósito de um estranho caso de indeferimento de um pedido da adiamento do prazo de entrega de tese, já tratado neste espaço, surgiu-me na cabeça uma inquietação, provocado por um conjunto de reacções que fomos escutando no espaço iscteano-iuliano.

Para lá das reacções desculpabilizantes que remetiam a responsabilidade pela recusa para os lados de Itália, há uma que me deixou doido!!! Em conversa com um membro deste blog, uma funcionária da secretaria do instituo, a propósito deste caso, afirmou: "(...) pois agora não se aceitam baixas (médicas!) porque há uns anos as fraudes eram muitas(...)".

Por causa do, eventual, excesso de fraude retiram-se direitos aos alunos?!

Onde é que eu já ouvi esta conversa?

Sim, no iscte-iul a respeito das capas anti-plágio, mas, mais recentemente, um lider paridário (PP) recorreu ao mesmo género de argumentário.

Dizia ele acerca do Rendimento Social de Inserção (RSI), este subsídio tem uma elevada taxa de fraude (cerca de 20%) por isso é necessário reduzir em, pelo menos, 1/5 o valor que o Estado português disponibiliza para esta prestação social.

Quem inspirou quem?

A esquerda moderna democrática popular deu ideias aos "malhados" da direita, ou depois de malhar neles retirou algumas ideias financeiramente (des)interessantes?!

2 comentários:

Hugo Militão disse...

Boa pergunta.

Curiosa essa conversa das fraudes. Recorda-me a indignação do AFC. Quando acusamos fraudes no iul, a Terra vai abaixo. O contrário, como se constata, parece ser política da casa.

Fraudulentos são os alunos, logo, toca a exigir capas anti-plágio e a recusar atestados médicos. Ainda bem que a hora do adeus está a chegar.

Hugo Militão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.