O que mais me inquieta em relação à capa anti-plágio é a sua, inegável, superficialidade, pois, na realidade, os plagiadores são, em boa medida, filhos da pedagogia que domina a sociologia iscteana. É perfeitamente expectável que dos solos intoxicados com pesticidas anti-crítica, germinem executantes de paradigmas que gravitam em torno do mais mesmo e, por conseguinte, de versões plagiadas das coisas. Considerando este cenário, não fazer plágio é uma questão de resistência e de respeito pelo trabalho intelectual, que pouco ou nada deve à maioria das sociologias injectadas nas salas iscteanas. A não promoção de capacidade crítica ou então, a sua promoção em cubículos - devidamente apertados e controlados - transforma esta iniciativa anti-plágio em mais uma ferramenta dominada pela consequência de superfície.
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4 comentários:
É por isto que não posso entregar uma capa com uma declaração anti-plágio. Não posso pactuar com tal superficialidade.
Mano, isto tá a ficar mesmo violento. Saudações do "outro lado da linha"
Não sabia que tinhamos um correspondente nos «países primitivos atrasados»...
Saudações anti-utilitaristas
Felizmente, tenho manos nas "sociedades avançadas"...ainda há esperança...eheheheheh
Saudações do "outro lado da linha"
Que susto! pensei que ias dizer que os plagiadores eram filhos da..., mas são só da pedagogia iscteana (às tantas é a mesma coisa!!!)
Pensei que nas sociedades primitivas atrasadas os plágios, ainda, fossem permitidos (tal como eram no mundo avançado, ou se preferirem, civilizado, antes do aparecimento da capa mágica)
Atrasados...somos nós, os que seguimos as regrinhas, superficiais, que os «cientístas ditadores» pretendem impôr, apenas, aos seus subordinados.
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