Já vos contei a estória da(o) nossa(o) mui prezada(o) colega que foi «convidada(o)» a suprimir uma referência ao mui adorado e detestado BSS na sua tese de mestrado?
Tanto quanto se sabe, a citação, além de bastante sintética, não constituía sequer um elemento fundamental na estrutura do trabalho.
Na sua inquietação de principiante, achou que BSS seria apenas uma referência útil (a juntar a muitas outras) sobre o conceito de «Estado-Providência».
No entanto, parece que isso terá bastado para «assustar» a(o) orientadora(o).
Pelo sim, pelo não (não vá o Diabo tecê-las!), é melhor clicar no botão direito do rato e cortar a coisa - sugeriu a(o) mui avisada(o) orientadora(o).
Porquê?
Porque o autor não é relevante para aquela problemática?
Claro que é relevante! (daí a azia dos invejosos)
Então porquê?
Porque, segundo a(o) orientador(a), «eles» poderiam não gostar da «brincadeira».
«Eles!?»
Pois, o júri.
Ameaçada(o) pela possibilidade de ver por um canudo o mui desejado título de mestre em sociologia, a nossa(o) mui prezada(o) colega decidiu seguir o mui oportuno conselho da(o) mui avisada(o) orientador(a).
Algumas semanas depois, a versão final da tese era defendida num auditório do instituto.
Bom, com distinção - clamou o júri.
E depois ouviram-se palmas.
(...)
Já dizia Jean-François Lyotard:
Tanto quanto se sabe, a citação, além de bastante sintética, não constituía sequer um elemento fundamental na estrutura do trabalho.
Na sua inquietação de principiante, achou que BSS seria apenas uma referência útil (a juntar a muitas outras) sobre o conceito de «Estado-Providência».
No entanto, parece que isso terá bastado para «assustar» a(o) orientadora(o).
Pelo sim, pelo não (não vá o Diabo tecê-las!), é melhor clicar no botão direito do rato e cortar a coisa - sugeriu a(o) mui avisada(o) orientadora(o).
Porquê?
Porque o autor não é relevante para aquela problemática?
Claro que é relevante! (daí a azia dos invejosos)
Então porquê?
Porque, segundo a(o) orientador(a), «eles» poderiam não gostar da «brincadeira».
«Eles!?»
Pois, o júri.
Ameaçada(o) pela possibilidade de ver por um canudo o mui desejado título de mestre em sociologia, a nossa(o) mui prezada(o) colega decidiu seguir o mui oportuno conselho da(o) mui avisada(o) orientador(a).
Algumas semanas depois, a versão final da tese era defendida num auditório do instituto.
Bom, com distinção - clamou o júri.
E depois ouviram-se palmas.
(...)
Já dizia Jean-François Lyotard:
Entende-se por terror a eficiência obtida pela eliminação, ou pela ameaça da eliminação, de um parceiro, excluindo-o do jogo de linguagem que com ele se jogava. Ele calar-se-á ou dará o seu assentimento, não porque ele seja refutado, mas por estar ameaçado de ser impedido de jogar (há muitas espécies de impedimentos). O orgulho dos decisores, que não tem, em princípio, equivalente nas ciências, corresponde ao exercício deste terror. Ele diz, «adaptai as vossas aspirações aos nossos fins, senão...» (pág. 127, A Condição Pós-Moderna, 1ª edição 1979)E os «terroristas» somos nós!?
4 comentários:
Afimal há terroristas sem turbante!?
Tenho, apenas, uma dúvida, depois disto...
O que são, então, as «más práticas acdémicas»!?
Eu também me sinto bastante confuso...
(temos de perguntar ao presidente da comissão científica de sociologia! ele deve saber, não é?)
E as capas anti-terrorismo?? Onde andam??
A capa anti plágio é um insulto a todo e qualquer aluno. Assiná-la é a aceitação tácita desse estigma.
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