Lista de «más práticas académicas» que também reclamam «medidas preventivas»:
- Lançar as notas meses depois da data de entrega do trabalho (só os estudantes é que têm de cumprir datas!);
- Abster-se de justificar as notas lançadas e/ou mostrar-se indisponível para discutir os trabalhos com os estudantes (bem vindos ao reino do «arbitrário» e do «indiscutível»);
- Faltar à defesa de uma tese de mestrado, obrigando ao seu adiamento (o ministério da educação é mais importante...);
- Ameaçar os estudantes de reprovação quando estes escolhem ser avaliados por exame («escolhem»!? mas que grande ousadia!);
- Nomear um júri de recurso quando aquele que nomeia é parte interessada no próprio recurso (tudo bons rapazes, portanto);
- Coagir os estudantes para que estes assinem «folhas de presença» e «declarações de não plágio» sem, no entanto, explicar «porquê» e «para quê» (eles são sempre a totalidade do problema e nunca parte da solução...);
- Plagiar programas de ciclos de estudos distintos e fingir que não há problema nenhum (são uns malandros, esses estudantes que não querem aprender aquilo que já aprenderam!);
- Censurar referência(s) teórica(s) apenas porque esse(s) autor(es) não colhe(m) simpatia entre alguns «gestores do saber» do instituto (o júri pode não gostar da «brincadeira»...);
- Impor uma taxonomia informal dos «verdadeiros sociólogos» e das «fraudes anti-científicas» sem discutir ideias e argumentos em concreto (não será porque discutir dá muito trabalho e expõe-os à crítica de terceiros?);
- Formatar os estudantes em SPSS e instrumentos de recolha de informação extensivos, privando-os de uma formação plural em metodologias das ciências sociais e humanas (e dizem eles que são «eclécticos»!);
- Suprimir e/ou negligenciar a leitura crítica de autores e textos «clássicos» da sociologia (ex: o abuso dos manuais e dos handbooks);
- Oferecer uma imagem pobre e/ou distorcida da história da disciplina (ex: o mito dos «pais fundadores» e a reverência escolástica à «santíssima trinidade»);
- Desvalorizar as discussões epistemológicas e a análise de pressupostos sob o pretexto de não levarem a lugar nenhum (a epistemologia só é bem vinda quando se trata de criticar BSS...);
- Reduzir o debate da profissionalização ao confronto imaginário entre «academicistas» e «profissionalistas» (há emprego para todos, não se preocupem...);
- Demitir-se de utilizar critérios de mérito no recrutamento de colaboradores para as actividades de investigação (gosto de ti, «logo» trabalhas comigo);
- Hostilizar os melhores estudantes e os contributos originais que estes poderiam acrescentar às actividades do departamento e dos centros de investigação associados (esses estudantes são uns chatos e, ainda por cima, têm jeito para a sociologia!);
- Interferir na relação pedagógica estudante/orientador, obrigando o primeiro a reger o seu trabalho pelo protocolo institucional dos «seminários de apoio à dissertação» (é para o nosso «bem»...).
Será que a Comissão Científica vai definir «medidas preventivas» contra estas «más práticas académicas»?
Será que vai obrigar os «prevaricadores» (de facto e em potência) a assinar «declarações de princípios»?
Já que não há decência, ao menos que haja coerência!
Será que vai obrigar os «prevaricadores» (de facto e em potência) a assinar «declarações de princípios»?
Já que não há decência, ao menos que haja coerência!
2 comentários:
Seminários de apoio à dissertação...o que é isso!?
Então...quem é que são os malandros???
As "más práticas académicas" da CC tem o poder magnífico de fazer com que a Sociologia(iscteana)caia em descrédito, mesmo perante os próprios alunos da instituição. Se isto continua por este andar, os alunos malandrecos de tão exímia instituição mudam-se para Coímbra...
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