sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Uma borboleta no gabinete das estatísticas (prólogo)

Imagino que nem todos os convivas dominem a língua francesa.

Todavia, não resisto em partilhar uma relíquia que encontrei ao vasculhar o diário de Gabriel Tarde (1843-1904).

(ainda não é desta que vou falar de «Gabriel Tarde, o sociólogo»)

Uma breve nota de contextualização:

Nomeado director do departamento de estatísticas judiciárias do Ministério da Justiça francês no longínquo ano de 1894, o juiz de instrução Gabriel Tarde deixa a sua terra natal (onde sempre tinha trabalhado e vivido) rumo à efervescente vida parisiense de finais do século XIX.

Traumatizado pelo desaparecimento recente da Mãe (a quem era particularmente apegado) e obrigado a mudar radicalmente de estilo de vida (as longas e solitárias caminhadas nas florestas da Dordonha alimentavam-lhe o espírito de ideias), a sua adaptação à capital revela-se bastante difícil.

Gabriel Tarde, como ele próprio reconhecera, sentia-se um «exilado» em Paris.

O texto que em seguida transcrevo é um relato comovente desse «exílio» e da profunda melancolia que sempre acompanha os seres humanos quando estes se vêem afastados das coisas/pessoas/lugares que tanto amam.

Já a seguir: uma borboleta no gabinete das estatísticas

3 comentários:

Hugo Militão disse...

Ai borboleta, borboleta.

Daniel Figueiredo disse...

Já naquele tempo havia quem suspirasse pelas borboletas...

Luís Miguel Santos disse...

Malandreca, a borboleta!!!