Imagino que nem todos os convivas dominem a língua francesa.
Todavia, não resisto em partilhar uma relíquia que encontrei ao vasculhar o diário de Gabriel Tarde (1843-1904).
(ainda não é desta que vou falar de «Gabriel Tarde, o sociólogo»)
Uma breve nota de contextualização:
Nomeado director do departamento de estatísticas judiciárias do Ministério da Justiça francês no longínquo ano de 1894, o juiz de instrução Gabriel Tarde deixa a sua terra natal (onde sempre tinha trabalhado e vivido) rumo à efervescente vida parisiense de finais do século XIX.
Traumatizado pelo desaparecimento recente da Mãe (a quem era particularmente apegado) e obrigado a mudar radicalmente de estilo de vida (as longas e solitárias caminhadas nas florestas da Dordonha alimentavam-lhe o espírito de ideias), a sua adaptação à capital revela-se bastante difícil.
Gabriel Tarde, como ele próprio reconhecera, sentia-se um «exilado» em Paris.
O texto que em seguida transcrevo é um relato comovente desse «exílio» e da profunda melancolia que sempre acompanha os seres humanos quando estes se vêem afastados das coisas/pessoas/lugares que tanto amam.
Já a seguir: uma borboleta no gabinete das estatísticas
(ainda não é desta que vou falar de «Gabriel Tarde, o sociólogo»)
Uma breve nota de contextualização:
Nomeado director do departamento de estatísticas judiciárias do Ministério da Justiça francês no longínquo ano de 1894, o juiz de instrução Gabriel Tarde deixa a sua terra natal (onde sempre tinha trabalhado e vivido) rumo à efervescente vida parisiense de finais do século XIX.
Traumatizado pelo desaparecimento recente da Mãe (a quem era particularmente apegado) e obrigado a mudar radicalmente de estilo de vida (as longas e solitárias caminhadas nas florestas da Dordonha alimentavam-lhe o espírito de ideias), a sua adaptação à capital revela-se bastante difícil.
Gabriel Tarde, como ele próprio reconhecera, sentia-se um «exilado» em Paris.
O texto que em seguida transcrevo é um relato comovente desse «exílio» e da profunda melancolia que sempre acompanha os seres humanos quando estes se vêem afastados das coisas/pessoas/lugares que tanto amam.
Já a seguir: uma borboleta no gabinete das estatísticas
3 comentários:
Ai borboleta, borboleta.
Já naquele tempo havia quem suspirasse pelas borboletas...
Malandreca, a borboleta!!!
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