Ontem tive o privilégio de ser entrevistado por uma brilhante ex-aluna do instituto (tolero piadinhas...desde que sejam feministas!), que se encontra actualmente a fazer fieldwork para a sua tese de doutoramento: «The Study of Gender in the Social Sciences in Portugal».
Comecei por partilhar com ela a minha estupefacção pela quase total ausência do «género» na oferta curricular do departamento de sociologia (e dizem eles que são «eclécticos»!).
Acabei a falar da influência de determinados episódios da minha biografia no aprofundamento auto-didacta que tenho vindo a fazer (desde que percebi que só podia contar comigo mesmo) de alguns referentes analíticos habitualmente identificados com os gender studies (mais particularmente a tríade conceptual «corpo, género e sexualidade»)
De tempos a tempos, a questão regressa: o que nos faz («fez», se preferirem a retrospectiva) optar (ou, pelo menos, investir mais tempo/esforço/dedicação) por este ou aquele «domínio de investigação», por este ou aquele «objecto», por est@s ou aquel@s «autor@s», em detrimento (ou, pelo menos, em algum prejuízo de tempo/esforço/dedicação) de todos os outros «domínios», de todos os outros «objectos», de tod@s @s outr@s «autor@s»?
Convidado a reflectir sobre a minha trajectória de estudante de sociologia, descubro, mais uma vez, por experiência própria, que «todo o conhecimento é autoconhecimento» (Boaventura de Sousa Santos).
E ainda há quem apregoe (com o mesmíssimo dogmatismo de sempre) a necessidade imperiosa da «ruptura com o senso comum», ou seja, a ruptura com os «preconceitos», as «ilusões» e as «crenças» que animam o espírito d@ investigador@.
Rupturas e mais rupturas...
Para quê?
Os «gestores do saber performativo» que façam as rupturas que bem entenderem.
Nós ficamos com a inquietação do principiante.
E se tivermos de abandonar o país para realizar o sonho, assim o seja!
Comecei por partilhar com ela a minha estupefacção pela quase total ausência do «género» na oferta curricular do departamento de sociologia (e dizem eles que são «eclécticos»!).
Acabei a falar da influência de determinados episódios da minha biografia no aprofundamento auto-didacta que tenho vindo a fazer (desde que percebi que só podia contar comigo mesmo) de alguns referentes analíticos habitualmente identificados com os gender studies (mais particularmente a tríade conceptual «corpo, género e sexualidade»)
De tempos a tempos, a questão regressa: o que nos faz («fez», se preferirem a retrospectiva) optar (ou, pelo menos, investir mais tempo/esforço/dedicação) por este ou aquele «domínio de investigação», por este ou aquele «objecto», por est@s ou aquel@s «autor@s», em detrimento (ou, pelo menos, em algum prejuízo de tempo/esforço/dedicação) de todos os outros «domínios», de todos os outros «objectos», de tod@s @s outr@s «autor@s»?
Convidado a reflectir sobre a minha trajectória de estudante de sociologia, descubro, mais uma vez, por experiência própria, que «todo o conhecimento é autoconhecimento» (Boaventura de Sousa Santos).
E ainda há quem apregoe (com o mesmíssimo dogmatismo de sempre) a necessidade imperiosa da «ruptura com o senso comum», ou seja, a ruptura com os «preconceitos», as «ilusões» e as «crenças» que animam o espírito d@ investigador@.
Rupturas e mais rupturas...
Para quê?
Os «gestores do saber performativo» que façam as rupturas que bem entenderem.
Nós ficamos com a inquietação do principiante.
E se tivermos de abandonar o país para realizar o sonho, assim o seja!
3 comentários:
Uma excelente (talvez a única) recordação de MTIS I e MTIS II: «contarmos connosco»; contarmos com a nossa inquietação, com o nosso atrevimento.
Excelente trabalho que fizemos. E grandes momentos que passámos, a estudar um tema marginal ao "ecletismo" dos sociólogos do iscte.
Lá estás tu a citar BSS.Não te esqueças que é crime.
Ontem também falei dos trabalhos de MTIS!
Quanto a citar BSS...
...bom...
...toda a gente sabe que eu sou um caso perdido!
Vou ser chato: não vou fazer nenhuma piadinha!!!
MTIS, ao mesmo tinha-mos alguma liberdade e trabalhavamos de verdade... até tenho saudades desses tempos!
Qual será a validade de uma entrevista a um caso perdido? (será porque ele é representativo de alguma coisa!?)
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