- Operatividade - não é que os seus escritos não tenham servido de guia a investigações empíricas durante o século XX.
- Cumulatividade - não é que seja despropositado reforçar as «condições de cumulatividade» de uma disciplina que reivindica o estatuto de ciência.
- Inspiração - não é que eles não tenham inspirado, ao longo das últimas décadas, imensos autores e respectivos quadros analíticos.
- Heurística - não é que não nos ajudem a colocar enigmas e a oferecer pistas de resolução desses mesmos enigmas.
- Biografia - não é que não nos possamos conhecer melhor ao conhecer melhor aquilo que as suas ideias devem às respectivas narrativas biográficas.
- Ausência - não é que não exista nada de significativo para além do «cânone».
- Genealogia - não é que não seja interessante conhecer a genealogia das suas ideias.
- Reformismo - não é que eles não estivessem engajados nas lutas políticas do seu tempo.
- Arte - não é que aquilo que escreveram não tenha valor artístico.
- Prazer - não é que o prazer que experimentamos ao descobrir-los não seja uma boa razão para se sobrepor a todas as outras.
Afinal, do que estou eu à procura!?
3 comentários:
Não será tarde para procurar algo de novo em Durkheim!?
Mais vale tarde do que nunca...
Estes «trocadalhos do carilho» são magníficos.
Seja o que for que procuras,não procures nos currículos de estudo da sociologia do iscte.
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