Para Émile Durkheim, a estatística não é um mero procedimento analítico, mas um poderoso instrumento de performatividade ao dispor dos sociólogos: apresentando «todos os casos particulares indistintamente», ela torna possível (i.e. CREDÍVEL) o axioma durkheimiano da dissociação do social e do individual e, por conseguinte, torna dispensável a administração de uma prova.
A estatística é a «prova» da dissociação (admitindo que ainda faz sentido falar em «prova» e acreditando que ainda haverá alguém a perguntar por uma «prova»).
Ela torna possível (i.e. CREDÍVEL) o objecto sui generis de que a sociologia necessita para se estabelecer no panteão das ciências modernas.
Sem estatística ninguém acreditaria na dissociação; sem dissociação ninguém acreditaria na sociologia.
E você, car@ principiante?
Está dispost@ a acreditar numa ciência de «linhas abissais»?
A estatística é a «prova» da dissociação (admitindo que ainda faz sentido falar em «prova» e acreditando que ainda haverá alguém a perguntar por uma «prova»).
Ela torna possível (i.e. CREDÍVEL) o objecto sui generis de que a sociologia necessita para se estabelecer no panteão das ciências modernas.
Sem estatística ninguém acreditaria na dissociação; sem dissociação ninguém acreditaria na sociologia.
E você, car@ principiante?
Está dispost@ a acreditar numa ciência de «linhas abissais»?
3 comentários:
Não interessa a existência de provas, interessa a produção de provas...então a sociologia é análoga ao ilusionismo do coelho e da cartola?
É curioso ver-te desvendar os mitos da institucionalização da sociologia enquanto ciência. E mais curioso, ainda, é saber que o fazes através da leitura de um dos seus «pais fundadores.
Não importa a existência de provas, mas sim o acreditar nas provas da existência
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