sexta-feira, 22 de maio de 2009

Da capacidade de trabalho (2)

Depois de fazer contas e de conversar com @s minh@s coleg@s, fiquei a pensar no assunto durante algum tempo.

Como explicar tamanha disparidade?

Seria o professor uma máquina de fast reading ou estariam @s su@s alun@s muito aquém do esperado para aquele nível de estudos?

Teria ele consciência de que @s su@s alun@s levariam quase 67 horas só para ler (!) a «bibliografia de trabalho» de aproximamente 1000 páginas (assumindo como padrão de referência 15 páginas/hora)?

Quantas horas mais seriam necessárias para compreender os textos e formar um juízo crítico?

E para sublinhar?

E para fazer anotações?

E para voltar atrás?

E para consultar um dicionário?

E para olhar pela janela?

E para limpar as lentes dos óculos?

E para mudar a postura do corpo?

E para tirar macacos do nariz?

(...)

Consulto a documentação da «unidade curricular» e vejo que está previsto @ alun@ realizar um total de 126 horas de «trabalho autónomo»...

[continua]

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