Em conversa com outr@s principiantes, identifico uma certa angústia relativamente à estrutura da tese.
Mesmo que @ principiante já saiba de antemão o que quer dizer e onde deseja chegar na respectiva tese, isso não significa que apenas uma estrutura-tipo esteja em condições de fazê-l@ dizer o que el@ quer dizer e de fazê-l@ chegar onde el@ deseja chegar.
Sé é verdade que muit@s principiantes optam por seguir o caderno de encargos estipulado pel@ orientador@ e/ou pelos «seminários de apoio» e/ou por um qualquer «manual de investigação», não é menos verdade que muit@s outr@s vivem este problema como um desafio pessoal.
Para quem pretende fazer um trabalho minimamente original que não se limite a reproduzir o «estado da arte» sobre um determinado «domínio de investigação», não existem soluções pré-concebidas.
Tudo está em aberto e tudo deve permanecer em aberto durante o processo de escrita.
De outra forma, como poderia @ principiante desenvolver os germes da sua inquietação?
Ninguém tem dúvidas que é mais cómodo trabalhar a partir de uma estrutura previamente definida e não admitir o mínimo desvio a esse esquema de trabalho: poupa-se tempo, chatices e dinheiro.
Mas quem nos garante que, a meio desse trajecto vitorioso, não teremos uma vontade irresistível de voltar atrás e soltar rédea a uma daquelas ideias que tinha ficado esquecida entre o capítulo da «problemática» e o capítulo da «metodologia»?
Eu, principiante indeciso, me confesso: tendo apresentado um projecto de tese em Outubro do ano passado, já o alterei vezes sem conta e, todas as vezes que o faço, digo a mim mesmo que «desta vez é que é»...
Entretanto, i.e. entre estruturas, vou lendo umas coisas interessantes e abrindo ainda mais o campo dos possíveis para a minha tese de mestrado.
De facto, a progressão de uma tese é uma coisa muito pouco linear...
(mas isto já é outro post!)
Mesmo que @ principiante já saiba de antemão o que quer dizer e onde deseja chegar na respectiva tese, isso não significa que apenas uma estrutura-tipo esteja em condições de fazê-l@ dizer o que el@ quer dizer e de fazê-l@ chegar onde el@ deseja chegar.
Sé é verdade que muit@s principiantes optam por seguir o caderno de encargos estipulado pel@ orientador@ e/ou pelos «seminários de apoio» e/ou por um qualquer «manual de investigação», não é menos verdade que muit@s outr@s vivem este problema como um desafio pessoal.
Para quem pretende fazer um trabalho minimamente original que não se limite a reproduzir o «estado da arte» sobre um determinado «domínio de investigação», não existem soluções pré-concebidas.
Tudo está em aberto e tudo deve permanecer em aberto durante o processo de escrita.
De outra forma, como poderia @ principiante desenvolver os germes da sua inquietação?
Ninguém tem dúvidas que é mais cómodo trabalhar a partir de uma estrutura previamente definida e não admitir o mínimo desvio a esse esquema de trabalho: poupa-se tempo, chatices e dinheiro.
Mas quem nos garante que, a meio desse trajecto vitorioso, não teremos uma vontade irresistível de voltar atrás e soltar rédea a uma daquelas ideias que tinha ficado esquecida entre o capítulo da «problemática» e o capítulo da «metodologia»?
Eu, principiante indeciso, me confesso: tendo apresentado um projecto de tese em Outubro do ano passado, já o alterei vezes sem conta e, todas as vezes que o faço, digo a mim mesmo que «desta vez é que é»...
Entretanto, i.e. entre estruturas, vou lendo umas coisas interessantes e abrindo ainda mais o campo dos possíveis para a minha tese de mestrado.
De facto, a progressão de uma tese é uma coisa muito pouco linear...
(mas isto já é outro post!)
2 comentários:
Como sabes, partilho, por inteiro, esta inquietação.
Mas no meu caso, não recorro ao «desta vez é que é»...tenho por hábito por recorrer ao «ainda não é desta». A inquietação é diferente, mas o efeito é o mesmo (passamos a vida/tese a pastelar).
«pode ser para a próxima!»
«sociólogos-pasteleiros»: aposto que AFC já o tinha previsto nas suas reflexões sobre a cultura profissional dos sociólogos!
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