Por vezes, lembra Durkheim, a importância atribuída ao ascetismo é de tal ordem que este se liberta da «subordinação» ao «culto positivo», passando a ocupar o «primeiro plano» na vida religiosa do crente.
Assim nasce o «ascetismo sistemático» que, assegura o autor, «não é mais do que uma hipertrofia do culto negativo».
Claro está que, onde nós vemos compulsão, o «puro asceta» só vê devoção, devoção e devoção.
Mas que tipo de devoção pode ser uma devoção baseada apenas no cumprimento de interditos de toda a espécie?
Poderá a fé religiosa ser definida única e exclusivamente de forma negativa?
É o paradoxo do «puro asceta»: um sujeito de elevado prestígio religioso que não sabe o que é a fé religiosa...
[continua]
Assim nasce o «ascetismo sistemático» que, assegura o autor, «não é mais do que uma hipertrofia do culto negativo».
Claro está que, onde nós vemos compulsão, o «puro asceta» só vê devoção, devoção e devoção.
Mas que tipo de devoção pode ser uma devoção baseada apenas no cumprimento de interditos de toda a espécie?
Poderá a fé religiosa ser definida única e exclusivamente de forma negativa?
É o paradoxo do «puro asceta»: um sujeito de elevado prestígio religioso que não sabe o que é a fé religiosa...
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