O que têm os «clássicos» de tão especial?
«Classicalidade».
(e o que é a «classicalidade»?)
Ao contrário do que podíamos ser levados a supor, não se trata de uma qualidade intrínseca de um texto ou de um autor.
Se um texto/autor possui um «estatuto privilegiado» (para usar uma expressão de Jeffrey Alexander) em relação textos/autores contemporâneos, não é porque exista algo nesse texto/autor que o promova imediata e inequivocamente ao panteão dos grandes textos e dos grandes autores, mas sim porque existe algo na «relação entre esse texto/autor e os discursos que se foram produzindo a seu respeito» (para usar a fórmula de Peter Baehr) que o transforma num ponto de referência obrigatório nas práticas pedagógicas e nas práticas de investigação dos sociólogos.
O estatuto privilegiado conquista-se (e perde-se) na trajectória de recepção dos textos/autores.
Não há duas trajectórias iguais: cada «clássico» aquire esse estatuto de uma forma distinta.
Por isso, como lembra Peter Baehr, não é possível determinar «critérios fixos de classicalidade».
[continua]
«Classicalidade».
(e o que é a «classicalidade»?)
Ao contrário do que podíamos ser levados a supor, não se trata de uma qualidade intrínseca de um texto ou de um autor.
Se um texto/autor possui um «estatuto privilegiado» (para usar uma expressão de Jeffrey Alexander) em relação textos/autores contemporâneos, não é porque exista algo nesse texto/autor que o promova imediata e inequivocamente ao panteão dos grandes textos e dos grandes autores, mas sim porque existe algo na «relação entre esse texto/autor e os discursos que se foram produzindo a seu respeito» (para usar a fórmula de Peter Baehr) que o transforma num ponto de referência obrigatório nas práticas pedagógicas e nas práticas de investigação dos sociólogos.
O estatuto privilegiado conquista-se (e perde-se) na trajectória de recepção dos textos/autores.
Não há duas trajectórias iguais: cada «clássico» aquire esse estatuto de uma forma distinta.
Por isso, como lembra Peter Baehr, não é possível determinar «critérios fixos de classicalidade».
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1 comentário:
Já percebi tudo!!! os clássicos não são lidos mas continuam a ter relevância por causa dessa tal de classic.....dade. Quem a tem, não a quer perder. E quem não a possui, não a consegue arranjar umq vez que nem é capaz de a pronunciar, logo, na sociedade de mercadorizada e mercadorizante a sua aquisição fica inviabiilizada!
Classic... quê?!!!
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