Assim como cada «clássico» se tornou um «clássico» por razões próprias (i.e. razões que encontramos apenas na sua respectiva trajectória de recepção), também cada «clássico» se presta a um uso específico na iniciação sociológica.
E isto acontece porque a atribuição de relevância pedagógica não coincide ponto por ponto com o reconhecimento de relevância disciplinar dos textos/autores «clássicos».
Nem todos os textos/autores «clássicos» aos quais se atribui elevada relevância disciplinar são necessariamente reconhecidos como muito relevantes para as práticas pedagógicas (já o contrário parece ser improvável, pois a atribuição de relevância disciplinar costuma andar de mãos dadas com o reconhecimento da «classicalidade»).
Por outras palavras, dificilmente um texto/autor conquista o estatuto de «clássico» (apenas) pelo reconhecimento da sua relevância pedagógica; mas esta última, se não constitui critério de «classicalidade», forma uma clivagem no interior do conjunto mais ou menos (in)estável dos textos/autores «clássicos».
Nos dois pólos de uma escala imaginária, teríamos:
De um lado, os «clássicos» bons para a iniciação dos sociólogos.
Do outro, os «clássicos» maus (ou menos bons) para a iniciação dos sociólogos.
(embora todos sejam importantes no âmbito disciplinar tout court)
Confuso?
Talvez o exemplo de Émile Durkheim nos ajude a perceber melhor o que se encontra aqui em discussão.
[continua]
E isto acontece porque a atribuição de relevância pedagógica não coincide ponto por ponto com o reconhecimento de relevância disciplinar dos textos/autores «clássicos».
Nem todos os textos/autores «clássicos» aos quais se atribui elevada relevância disciplinar são necessariamente reconhecidos como muito relevantes para as práticas pedagógicas (já o contrário parece ser improvável, pois a atribuição de relevância disciplinar costuma andar de mãos dadas com o reconhecimento da «classicalidade»).
Por outras palavras, dificilmente um texto/autor conquista o estatuto de «clássico» (apenas) pelo reconhecimento da sua relevância pedagógica; mas esta última, se não constitui critério de «classicalidade», forma uma clivagem no interior do conjunto mais ou menos (in)estável dos textos/autores «clássicos».
Nos dois pólos de uma escala imaginária, teríamos:
De um lado, os «clássicos» bons para a iniciação dos sociólogos.
Do outro, os «clássicos» maus (ou menos bons) para a iniciação dos sociólogos.
(embora todos sejam importantes no âmbito disciplinar tout court)
Confuso?
Talvez o exemplo de Émile Durkheim nos ajude a perceber melhor o que se encontra aqui em discussão.
[continua]
1 comentário:
Esta tua escala amigo, relembra-me uma aula de doutoramento que assisti: o docente, AFC, afirmava, como já se disse neste espaço, que há textos/autores que valia a pena fazer o esforço de ler e outros, pelo contrário, o esforço era injustificado... Alguém teria feito, ou faria, esse esforço pelos principiantes... que queridos!!!
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