domingo, 5 de julho de 2009

Memórias do iscte: Laboratórios 2

Aqui começa um conjunto de post's que, com maior ou menor frequência, se vão fundar no baú das minhas memórias, principalmente, nos anos e aulas da licenciatura.

Era uma vez, uma unidade curricular do 1º ano, 2º semestre, da licenciatura em sociologia, ainda no iscte. Laboratório II: Indicadores Estatísticos e Pesquisa Documental, era a dita uc, que no ano lectivo 2004/05 esteve para se leccionada por MLR (não menos conhecida por milu noutros fóruns) que devido a imprevidências do destino teve de ir "servir a pátria". Assim, a transmissão dos "conteúdos" da uc foi executada por JM e SC, em regime rotativo: uma semana cada um!

Como sabem, ou deveriam saber os licenciados em sociologia do iscte, esta uc tinha por missão familiarizar, os «imberbes» aspirantes a sociólogos, com a produção estatística oficial. Missão essa, que foi sendo levada a cabo ao longo de um, sonolento, semestre. Por entre siglas mais ou menos indecifráveis, até fiquei a saber que Portugal tem 308 municípios 4mil e tal freguesias (aih a minha memória!!!). Conhece-mos institutos de estatística e tivemos de produzir um trabalho que versava sobre a construção de indicadores estatísticos.

Tal como em todos os laboratórios, a avaliação nesta uc era ditada em grande medida pela assiduidade dos licenciandos às aulas. Veja-se o meu caso: foi o único laboratório a que assisti a mais de 80% das aulas, logo tive 16; já nos restantes (salvo a excepção, óbvia, do 3º ano) a minha nota foi sempre 13 valores e posso assegurar que a presença nas aulas não ultrapassou os 40%.

Daqui se prova: o esforço e, principalmente, o sacrifício são recompensados!!!

6 comentários:

Luís Miguel Santos disse...

Calma amigos, fui a 80% das aulas porque andava movido a copos por à quinta, nesse ano havia taça uefa

Hugo Militão disse...

Não me lembres desse ano futebolístico: final da taça uefa e campeonato perdidos numa semana. Pior que isso só mesmo assitir às aulas do joão mata. Nunca mais me esqueço: "Está aborrecido?", "Aborrecido? Eu? Não", "Ah, é que parece que está aborrecido". É preciso ser-se muito tótó, de facto.
E a sónia cardoso: mal me levanto para fazer a minha apresentação: "O tempo está a passar".
Isto porquê? Porque aqui o não menos imberbe do teu amigo, assitiu a 30%/40% das aulas.

PS (nada tem a ver com política): no primeiro semestre, fui a quase todas as aulas (resultado final: 17); no segundo semestre, faltei a quase todas as aulas, trabalhei o triplo em relação ao primeiro semestre (resultado: 14).

Daniel Figueiredo disse...

É sempre bom recuperar coisas do baú das memórias...mesmo quando as memórias não são lá grande coisa!

É por estas e por outras que o ISCTE-IUL está tão à frente: até inventam unidades curriculares onde a assiduidade conta mais do que a avaliação!

Está visto que ninguém entende o espírito de inovação da Milu...

Anónimo disse...

Já nessa altura se antevia o plano de educação facilitista - "não precisas de ser bom aluno, só precisas de vir às aulas".

Daí ao escândalo das provas globais "muito fáceis" para "promover o acesso ao ensino superior" vai um mandato completo da nossa Milú!

Luís Miguel Santos disse...

Meu caro Daniel, eu apenas pretendo retirar do baú algumas tristes memórias... quais maças podres!!!

Apesar dos inovadores mecanismos de avaliação (é a imposição do tão propalado empreendedorismo), devo reconhecer que esta uc permitiu-me uma, visualmente, proveitosa visita (apesar da minha vesguidão!) à extinta DGV.

Dautarin da Costa disse...

Graças aos Céus que essa U.C. tinha outros atractivos - daqueles que se arredondavam nos movimentos. Se não fossem esses momentos desanuviantes, não conseguiria ir a 10% das aulas (uma marca que atingi de forma miraculosa)...tristes tempos, aqueles.