(de novo, a coordenadora de estudos pós-graduados da secretaria do iul):
«O problema é que, nos mestrados de bolonha, os requerimentos por motivos de saúde (e quaisquer outros motivos, suponho), deixam de ter efeito prático. A possibilidade - garantida por bolonha - de entregar a tese a 30 de junho ou a 30 de setembro, substitui o adiamento dos prazos de entrega das teses, por motivos de saúde do mestrando. Este intervalo garante essa flexibilidade aos alunos».
Em primeiro lugar, a explicação oficial do citado intervalo (entre 30 de junho e 30 de setembro) não contempla, de forma alguma, qualquer tópico em relação a adiamentos da entrega de teses de mestrado (nem por motivos de saúde, nem por outro motivo qualquer).
Por outro lado, mesmo se contemplasse tal tópico, o que fazer com as pessoas que permanecem incapacitadas por um período de tempo superior àquele intervalo?
Das duas uma: ou bolonha fecha os olhos a atestados médicos. Ou, então, algumas pessoas importantes no iul / iscte, essas sim, tapam os olhos, e engendram argumentações, no mínimo, criativas (mas sem nexo).
Apesar de crítico em relação a bolonha, devo subscrever a opinião de RPP:
"Bolonha tem as costas muito largas". De facto, há pessoas a acenar o tratado a fim de não se chatearem com adiamentos, ou simplesmente, a fim de fazer chegar mais £££.
Esta novela começou em Março, mas ainda não acabou. Fiquem para ver os próximos capítulos.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
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2 comentários:
Infelizmente, já não admiram nada estes artifícios administrativos baseados em interpretações jurídicas sofisticadas: em caso de dúvida, o aluno é sempre penalizado!
Oxalá a senhora coordenadora não venha a precisar de meter baixa nos próximos tempos...
«Interpretações jurídicas sofisticadas»? Eu chamar-lhes-ia, CHICO-ESPERTICES!!!
Tens razão Dani, aquilo até podia ficar a funcionar "normalmente" e de preferencia descoordenadamente...
E dar baixa ao Reto!?
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