domingo, 30 de agosto de 2009

Desigualdades de Bolonha: concursos públicos dão mau exemplo (conclusão)

Infelizmente, nesta matéria, o Estado Português não tem dado o exemplo que devia dar: @s licenciad@s e mestres que se formaram antes da aplicação do Processo de Bolonha estão a ser discriminad@s em muitos concursos públicos (e tudo por causa de uns quantos decretos-lei que já deviam ter sido alterados há muito tempo...).

Soube-o ontem, ao tomar conhecimento desta petição que, entretanto, já terá sido discutida na Assembleia da República (se alguém conseguir perceber o que diz o relatório final da comissão de educação e ciência, que avise, pois eu não consegui entender nada).

Não sei se fará muita diferença assinar agora, mas convido-vos a fazê-lo na mesma.

A injustiça é enorme, e nós, neste blog, bem o sabemos: a haver diferenciação entre licenciad@s pré-Bolonha e mestres de Bolonha, esta nunca poderia ser feita a favor dest@s últim@s, mas sim d@s primeir@s!

Basta lembrar que el@s fizeram teses de 100 e 150 páginas com um grau de exigência muito superior às dissertações de mestrado que nos pedem agora, e que não podem, em caso algum, ultrapassar as 40 páginas...

3 comentários:

Hugo Militão disse...

Lembro-me perfeitamente de testemunhar a apreensão de colegas mais velhos. Esta história perdurou um tabu durante a fase de transição para bolonha (e pós-bolonha também). Resumia-se a um inconclusivo...«não se preocupem».

Luís Miguel Santos disse...

Que belo estudo que o cies fazia acerca destas desigualdades bolonhenses!!!

Os resultados, posso antecipar, seriam fantásticos: os licenciados pré-bolonha tiveram a oportunidade (obrigação) de apreender (comprar) mais uns créditos, para serem mestres, mesmo que isso implicasse a repetição de conteúdos. Neste caso todos ganham, os pré-bolonhas reavivam a memória e as instituições de ensino "superior" enchem as salas de aulas e, fudamentalmente, os cofres!!!

Já os «bolonheses» são altamente beneficiados, conseguem em três anos um diploma, que os camaradas mais antigos apenas conseguiam em cinco. Ou seja, experienciam mais cedo o desemprego ou, na melhor das hipoteses, os recibos verdes!!!

Luís Miguel Santos disse...

Daniel aquele relatório final é tão claro! como é que não o entendeste?
Só tive uma dúvida: qual foi a nota atribuida aos peticionários pela comissão parlamentar!?

ps: até tenho de um deputado, provavelmente, licenciado em cinco anco (ou a um Domingo), que tem a árduo trabalho de elaborar este relatório...