É impressão minha ou está cada vez mais difícil manter um livro aberto nos tempos que correm?
Reparem que eu digo «manter» em vez de «abrir» ou «fechar» (duas acções que ainda conseguimos realizar sem investir muito esforço).
E não, não creio que seja uma desculpa esfarrapada para a falta de vontade (embora nem todas as leituras possam concorrer de igual para igual com um bom filme, um bom jogo de futebol ou uma boa companhia).
Mas de que vale ter imensa vontade se depois somos forçados a lutar com o dito cujo para o manter aberto?
Confesso que tenho tentado de tudo: telemóvel, pisa-papéis, canetas, lápis, borracha e, como não podia deixar de ser, outros livros (aqueles que se prestam ao papel ingrato de compensar os mais irreverentes).
Os resultados é que não são grande coisa: com objectos por todo o lado ninguém consegue ler o que quer que se seja (e muito menos sublinhar).
Para além de que, logo à primeira distracção (tipo coçar o sobrolho), lá vai o trabalho todo por água abaixo.
Não se arranja por aí um kit de leitura mãos livres?
Começa a ser complicado aguentar o temperamento de alguns títulos aqui da minha biblioteca pessoal, que insistem em regressar à birra do costume, mesmo depois de sucessivos tratamentos de choque...
Reparem que eu digo «manter» em vez de «abrir» ou «fechar» (duas acções que ainda conseguimos realizar sem investir muito esforço).
E não, não creio que seja uma desculpa esfarrapada para a falta de vontade (embora nem todas as leituras possam concorrer de igual para igual com um bom filme, um bom jogo de futebol ou uma boa companhia).
Mas de que vale ter imensa vontade se depois somos forçados a lutar com o dito cujo para o manter aberto?
Confesso que tenho tentado de tudo: telemóvel, pisa-papéis, canetas, lápis, borracha e, como não podia deixar de ser, outros livros (aqueles que se prestam ao papel ingrato de compensar os mais irreverentes).
Os resultados é que não são grande coisa: com objectos por todo o lado ninguém consegue ler o que quer que se seja (e muito menos sublinhar).
Para além de que, logo à primeira distracção (tipo coçar o sobrolho), lá vai o trabalho todo por água abaixo.
Não se arranja por aí um kit de leitura mãos livres?
Começa a ser complicado aguentar o temperamento de alguns títulos aqui da minha biblioteca pessoal, que insistem em regressar à birra do costume, mesmo depois de sucessivos tratamentos de choque...
3 comentários:
Não sei se ajuda,mas eu tenho duas técnicas:
1-geralmente, prendo o livro por debaixo do portátil;
2-quando estou nervoso, estrago o livro (também dá jeito, sobretudo, se o livro for chato).
Também já tentei com o portátil, mas a coisa não resulta lá muito bem (pelo menos para mim).
Estragar é sempre uma opção (mas eu tenho tendência para sentir pena deles).
O que vinha mesmo a calhar era uma coisa destas:
http://www.geekologie.com/2007/08/10/levo-book-holder.jpg
Olha se pensarem bem antes de abrir certos livros vão evitar muitas chatisses...
Afinal, AFC não deixava de ter a sua razão: «Há autores que não vale a pena ler... não vale o esforço...»
Estaria ele a referir-se a estas questões!?
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