Não há forma de escapar aos «comentadores».Mais tarde ou mais cedo, acabamos sempre por encontrá-los (ou será que são eles que vêm ter connosco?).
A questão é saber como lidar com essa inevitabilidade.
Vejamos duas atitudes diametralmente opostas:
1) O assustadiço-paranóico-orgulhoso: foge de cada vez que avista um comentador no seu caminho; como eles estão por todo o lado, a fuga é absolutamente inconsequente; torna-se paranóico; acaba por não avançar nada no seu trabalho porque lhe faltam interlocutores para desenvolver e testar ideias; sobra-lhe o orgulho de não se deixar influenciar por terceiros...mesmo que isso implique continuar parado.
2) O vai-com-todos-menos-com-a-ressaca: quando avista um comentador, vai logo a correr ter com ele; ao fim de um certo tempo, aparece a malta conhecida desse comentador (i.e. outros comentadores); como gostam todos de conversar sobre o mesmo assunto, a tertúlia prolonga-se indefinidamente; acaba por avançar muito no seu trabalho porque tem imensas ideias...mas fica lixado quando percebe que elas não lhe pertencem.Se é pouco provável que alguém conheça um assustadiço-paranóico-orgulhoso ou um vai-com-todos-menos-com-a-ressaca, já a tensão que os aflige é bastante comum entre muitos e muitas de nós.
Podemos traduzi-la na forma interrogativa: como ser original num domínio de conhecimento que já foi explorado milhares e milhares de vezes por outras pessoas?
[continua]
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