Até ao dia em que dou de caras com estas palavras (vale a pena ler com atenção):
As dúvidas que quase tod@s tivemos quando ouvimos falar pela primeira vez da necessidade de «tratar os factos sociais como coisas», encontram aqui uma hipótese que desafia a imagem que nos transmitiram de Durkheim: «tratar os factos sociais como coisas» não é apenas uma regra «metodológica», mas também (principalmente?) um projecto «moral» e «político».
E que projecto era esse?
Segundo Robert Alun Jones, tratava-se da «construção metafórica de um novo vocabulário moral para a Terceira República Francesa».
Ena...
...como é que eu não me lembrei disto antes?
[continua]
For Durkheim, this was why social phenomena should be understood comme des choses, as real, concrete things, subject to the laws of nature, resistant to human will, and discoverable by scientific reason through their properties of externality and constraint. Sociologists, of course, describe this as a methodological injunction, one that has become a standard part of most introductory sociology textbooks. The point of my argument, however, will be that Durkheim's interests and purposes were at least as much moral and political - i.e., to construct a normative vocabulary, a new way of speaking about duties, obligations, and ideals that would take the place of the Cartesian idiom. Like Plato, therefore, Durkheim was pointing to a general state of crisis in the moral language of his culture, and attempting to replace it with metaphors more adequate to the needs of his time.[Robert Alun Jones, The Development of Durkheim's Social Realism, 1999, p. 5]
As dúvidas que quase tod@s tivemos quando ouvimos falar pela primeira vez da necessidade de «tratar os factos sociais como coisas», encontram aqui uma hipótese que desafia a imagem que nos transmitiram de Durkheim: «tratar os factos sociais como coisas» não é apenas uma regra «metodológica», mas também (principalmente?) um projecto «moral» e «político».
E que projecto era esse?
Segundo Robert Alun Jones, tratava-se da «construção metafórica de um novo vocabulário moral para a Terceira República Francesa».
Ena...
...como é que eu não me lembrei disto antes?
[continua]
1 comentário:
Mais uma novidade vedada pelas Ordens escolásticas...
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