sábado, 26 de setembro de 2009

Do primeiro capítulo

Pode levar uma eternidade a ser escrito.

Pode até nem disfarçar as pontas soltas.

Mas ninguém nos tira a satisfação de vermos a nossa tese começar por algum lado.

O primeiro capítulo é uma bênção: vem na altura certa para pôr cobro não só às nossas dúvidas, como também (principalmente?) às dúvidas dos outros.

«Sim, é verdade, nós trabalhamos, we work, nous travaillons, nosotros trabajamos!» - é o que apetece dizer quando a habitual rasteirinha («como vai a tese?») vem acompanhada do sorrisinho maroto («eu sei que tu sabes que eu sei o que é isso de fazer uma tese»).

Não é que os nossos interlocutores (pais, amig@s, coleg@s) façam por mal, mas a verdade é que paira sempre uma certa suspeita sobre aquilo que estamos a fazer (nomeadamente, se estamos mesmo a fazer alguma coisa).

Pois bem, o primeiro capítulo, se não acaba com essa suspeita, ajuda a mitigá-la durante algum tempo.

O tempo necessário para recuperar o fôlego...e começar a escrever o segundo capítulo!

2 comentários:

Hugo Militão disse...

O primeiro capítulo serve inclusive para nós próprios percebermos que estamos mesmo a trabalhar.

Luís Miguel Santos disse...

Força malta!!!

PS: o segundo capítulo já está encaminhado?!