terça-feira, 15 de setembro de 2009

Identidade

Desde que iniciei o segundo ano do mestrado já gravei, no meu computador, 6 documentos relativos à tese. Desde a simples sequela "Tese" e "Tese 2", à mais composta "Tese de mestrado", passando pela "Estrutura da tese" e pela "Tese Agosto".

Questionar-se-ão alguns principiantes: será esta multiplicidade um sintoma de uma identidade, entretanto, perdida? Admito que, em parte, sim.

No entanto, as questões que coloco a mim mesmo esbarram num outro paradigma: por quê tanta pressa em atribuir uma identidade fechada a um processo, permanentemente, inacabado? Por quê escrever a "Tese" se é justamente a tese que nos dá dores de cabeça? Por que não escrever coisas, frases, parágrafos, textos...sobre outros textos, ideias, autores, inquietações, etc. sobre um tema que nos fascine e que, por acaso - e só mesmo por acaso - vai ao encontro do que planeámos fazer para a tese?

Foi então que decidi escrever as tais coisas sobre um tema que me fascina e guardá-las num documento chamado ... "documento".

E não é que o "documento" está melhor do que todas as teses juntas.

2 comentários:

Daniel Figueiredo disse...

O que interessa é fazê-la...e só podemos fazê-la se não estivermos demasiado auto-conscientes dela!

(daí a «política dos nomes»)

Grande post.

Subscrevo inteiramente.

Luís Miguel Santos disse...

"Tese agosto", qual cozinheiro de ideias a construir os seus bolos sociológicos...