Desde que iniciei o segundo ano do mestrado já gravei, no meu computador, 6 documentos relativos à tese. Desde a simples sequela "Tese" e "Tese 2", à mais composta "Tese de mestrado", passando pela "Estrutura da tese" e pela "Tese Agosto".
Questionar-se-ão alguns principiantes: será esta multiplicidade um sintoma de uma identidade, entretanto, perdida? Admito que, em parte, sim.
No entanto, as questões que coloco a mim mesmo esbarram num outro paradigma: por quê tanta pressa em atribuir uma identidade fechada a um processo, permanentemente, inacabado? Por quê escrever a "Tese" se é justamente a tese que nos dá dores de cabeça? Por que não escrever coisas, frases, parágrafos, textos...sobre outros textos, ideias, autores, inquietações, etc. sobre um tema que nos fascine e que, por acaso - e só mesmo por acaso - vai ao encontro do que planeámos fazer para a tese?
Foi então que decidi escrever as tais coisas sobre um tema que me fascina e guardá-las num documento chamado ... "documento".
E não é que o "documento" está melhor do que todas as teses juntas.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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2 comentários:
O que interessa é fazê-la...e só podemos fazê-la se não estivermos demasiado auto-conscientes dela!
(daí a «política dos nomes»)
Grande post.
Subscrevo inteiramente.
"Tese agosto", qual cozinheiro de ideias a construir os seus bolos sociológicos...
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