sábado, 5 de setembro de 2009

Só pode haver vida extra-tese se existir uma tese

Acontece comigo, acontece com o Hugo, acontecerá provavelmente com muit@s outr@s principiantes: o que quer que façamos, nunca conseguimos alhearmo-nos completamente da tese.

Ela persegue-nos para todo o lado e coloniza todos os nossos pensamentos.

Vamos ao cinema, encontramos a tese.

Saímos com amig@s, encontramos a tese.

Lemos as últimas do futebol, encontramos a tese.

O filme até pode ser bom, a companhia até pode ser agradável e as notícias até podem ser animadoras.

Mas não seria melhor ver um filme quando se vê um filme, estar com @s amig@s quando estamos com @s amig@s, ler notícias de futebol quando lemos notícias de futebol?

Eu achava que sim e foi por isso que decidi tirar uns dias de folga.

Satisfeito por ter concluído o primeiro capítulo e o ter enviado à minha orientadora (o mês de Agosto foi de trabalho intensivo), senti-me como há muito tempo não me sentia: de férias.

Contudo, ao contrário daquilo que esperava, a experiência não tem sido propriamente muito estimulante: tédio, tédio e mais tédio.

Não faço nada que não tenha feito durante os últimos meses.

Mas falta-me qualquer coisa para poder desfrutar.

Falta-me a tese, pois claro.

Afinal de contas, só pode existir vida extra-tese se existir uma tese...

3 comentários:

Luís Miguel Santos disse...

Ao menos se a tese fosse uma «gaija boa»...sempre não era tão desagradável encontrá-la no cimena!

ps: imagina isso sem tese...

Hugo Militão disse...

Se quando saimos vemos a tese em todo o lado, é preferível não sair. Percebes o porquê da minha quarentena, não é verdade?
Não é que eu passe o tempo todo a trabalhar (longe, muito longe disso)...mas há um entrave dentro de mim que não me deixa descontrair.

E ainda por cima, as notícias sobre futebol não são nada animadoras (isto parece um presságio - é que a minha tese também não está nada animada). Tenho que ir consultar o «professor sabe sabe».

Anónimo disse...

entao e....







estarmos juntos?

bjo Ana