terça-feira, 6 de outubro de 2009

A história do caderninho (2)

Até há bem pouco tempo, aquele caderno era um caderno igual aos outros.

Não tinha nada que o distinguisse ou que fizesse supor que poderia vir a ter um destino diferente dos demais.

Impressão que é reforçada quando lêmos a primeira página.

«MESTRADO EM SOCIOLOGIA 2º ANO/1º SEMESTRE»

Pelo título, adivinha-se facilmente o contexto de aquisição do caderno e a função que ele iria cumprir.

Com efeito, se folhearmos as páginas seguintes, encontramos uns quantos apontamentos avulsos respeitantes ao último semestre curricular do mestrado.

Coisa pouca, diga-se, até porque a vontade já não era muita...

[continua]

2 comentários:

Hugo Militão disse...

A tese é só o produto final.
As angústias, o desespero, a felicidade, a esperança, etc. não têm espaço na tese, mas são parte essencial na elaboração da mesma.

Nada melhor do que registar um percurso num caderno, mesmo que este seja apenas um caderninho.

Luís Miguel Santos disse...

O mais giro são os desenhos das capas dos ditos caderninhos...