Crença nº 2: a «cultura profissional associativa» tem estado a conquistar terreno à «cultura de dissociação entre ciência e profissão» desde os finais dos anos 80 e, por essa razão, é expectável (desejável?) que se venha a tornar a normatividade dominante na comunidade sociológica portuguesa
Evidência empírica? Nenhuma!
E mais um sintoma de jogo duplo: AFC não perde uma oportunidade de criticar os inimigos imaginários da ciência, alegando que as suas ideias/crenças não têm «validade empírica» (quantas vezes não nos foi endossado este presentinho?); quando se trata de impor a sua agenda hagiográfica sobre a profissionalização dos sociólogos, viola as regras que ele próprio faz questão de defender (sacralizar!) o resto do tempo...
Para umas coisas, a evidência é imprescindível; para outras, é descartável!
AFC acreditava, em 1988, que a realidade acabaria, mais tarde ou mais cedo, por lhe dar razão (decidiu antecipar-se à prova empírica para poupar tempo...).
Escusado será dizer que as suas profecias continuam por realizar.
E ele é o primeiro a admito-lo, quando reconhece (lamenta!), em 2004, uma «grande diversidade» nas «modalidades de cultura profissional», «umas mais próximas da cultura de associação entre ciência e profissão, outras da cultura de dissociação».
Será que AFC se rendeu ao mesmo derrotismo que tantas vezes identifica nos seus opositores?
Evidência empírica? Nenhuma!
E mais um sintoma de jogo duplo: AFC não perde uma oportunidade de criticar os inimigos imaginários da ciência, alegando que as suas ideias/crenças não têm «validade empírica» (quantas vezes não nos foi endossado este presentinho?); quando se trata de impor a sua agenda hagiográfica sobre a profissionalização dos sociólogos, viola as regras que ele próprio faz questão de defender (sacralizar!) o resto do tempo...
Para umas coisas, a evidência é imprescindível; para outras, é descartável!
AFC acreditava, em 1988, que a realidade acabaria, mais tarde ou mais cedo, por lhe dar razão (decidiu antecipar-se à prova empírica para poupar tempo...).
Escusado será dizer que as suas profecias continuam por realizar.
E ele é o primeiro a admito-lo, quando reconhece (lamenta!), em 2004, uma «grande diversidade» nas «modalidades de cultura profissional», «umas mais próximas da cultura de associação entre ciência e profissão, outras da cultura de dissociação».
Será que AFC se rendeu ao mesmo derrotismo que tantas vezes identifica nos seus opositores?
5 comentários:
A resposta parece-me simples (até porque, a este respeito, dominam as análises unidimensionais...): a ambiguidade patente nesta questão explica-se pela ânsia simpatizante que todos (re)conhece-mos a AFC...
No que se refere à inexistência de prova empírica, que sustente as posições de AFC, não o devemos estranhar: Evidência empírica, flexibilidade laboral, não precarização da discução académica e etc... são imprescindiveis, excepto quando colocam em causa os dominantes (e por muito que, retoticamente, lhes custe a admitir, eles (AFC, RPP, FLM, etc.) são os dominantes neste campo científico)...
Estamos bem esntregues à brava!!!
"ânsia simpatizante"
Meu caro, essa questão (psicanalítica?) já merecia um post...
Lá iremos amigo...
Mas os motivos para postar são tantos que fico confuso...por onde começar, sem fazer plágios?!mas sempre com a declaração por assinar, tal como com as folhas de presença...
Proponho que começemos cada post pela declaração anti-plágio...
(porque é que eu suspeito que esta febre burocrática no instituto tem alguma correspondência com a febre burocrática do ministério da educação? ah, já sei...a ministra veio do iscte!)
Não não!!!A razão não é essa (mas não está longe. Pode até dizer-se que está na mesma casa.)
É simples...o ideólogo socrático é que manda no iscte...
vocês sabem de quem é que eu estou a falar!
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