Não, AFC não perdeu a fé na sua agenda hagiográfica.
Mudou de estratégia!
Enquanto, em 1988, os vários tipos de infiéis eram todos atirados para o mesmo saco (a «cultura de dissociação»), em 2004, eles estão distribuídos numa moderna tipologia de perfis profissionais.
Curiosamente, AFC equipara o ideal hagiográfico ao «perfil integrador», mas não se revela particularmente duro em relação aos perfis «rotinizado» e «desistente» (e, no entanto, teria mais do que razões para sê-lo, dado que nenhum destes dois, no seu entender, realiza o ideal da «cultura associativa»...antes pelo contrário!).
Os «rotinizados» e os «desistentes» são, quanto muito, vítimas deles próprios ou, então, vítimas dos verdadeiros bandidos: os «academicistas»!
Comparando a descrição específica do «perfil academicista» (texto de 2004) com a descrição geral da «cultura profissional dissociativa» (texto de 1988), chegamos à conclusão que o destinatário principal (exclusivo?) das suas críticas, tem sido, desde a primeira vez que abordou o tema, sempre o mesmo: o «sociólogo-academicista».
Crença nº 3: os «sociólogos-academicistas» personificam o ideal da «cultura de dissociação» e, portanto, é expectável (desejável?) que a sua dispersão acabe por retirar toda a popularidade à ideia de que «quem faz...não exerce» e que «quem exerce...não faz»
Incapaz de imaginar e/ou de conferir importância a outros pontos de ruptura entre ciência e profissão (ex: a «desistência» e a «rotinização» dos licenciados em sociologia) AFC torna-se incapaz de imaginar e/ou de conferir importância a outros obstáculos que não aqueles que já conhecia e que se sentia capaz de superar (ex: o «estado de graça epistemológico» dos «academicistas»).
É caso para dizer que nunca ninguém esteve tão perto de ganhar a batalha e, ao mesmo tempo, de perder a guerra...
Fiquem para ver: as aventuras de AFC, o «anti-academicista»!
Mudou de estratégia!
Enquanto, em 1988, os vários tipos de infiéis eram todos atirados para o mesmo saco (a «cultura de dissociação»), em 2004, eles estão distribuídos numa moderna tipologia de perfis profissionais.
Curiosamente, AFC equipara o ideal hagiográfico ao «perfil integrador», mas não se revela particularmente duro em relação aos perfis «rotinizado» e «desistente» (e, no entanto, teria mais do que razões para sê-lo, dado que nenhum destes dois, no seu entender, realiza o ideal da «cultura associativa»...antes pelo contrário!).
Os «rotinizados» e os «desistentes» são, quanto muito, vítimas deles próprios ou, então, vítimas dos verdadeiros bandidos: os «academicistas»!
Comparando a descrição específica do «perfil academicista» (texto de 2004) com a descrição geral da «cultura profissional dissociativa» (texto de 1988), chegamos à conclusão que o destinatário principal (exclusivo?) das suas críticas, tem sido, desde a primeira vez que abordou o tema, sempre o mesmo: o «sociólogo-academicista».
Crença nº 3: os «sociólogos-academicistas» personificam o ideal da «cultura de dissociação» e, portanto, é expectável (desejável?) que a sua dispersão acabe por retirar toda a popularidade à ideia de que «quem faz...não exerce» e que «quem exerce...não faz»
Incapaz de imaginar e/ou de conferir importância a outros pontos de ruptura entre ciência e profissão (ex: a «desistência» e a «rotinização» dos licenciados em sociologia) AFC torna-se incapaz de imaginar e/ou de conferir importância a outros obstáculos que não aqueles que já conhecia e que se sentia capaz de superar (ex: o «estado de graça epistemológico» dos «academicistas»).
É caso para dizer que nunca ninguém esteve tão perto de ganhar a batalha e, ao mesmo tempo, de perder a guerra...
Fiquem para ver: as aventuras de AFC, o «anti-academicista»!
5 comentários:
Para quem sempre viveu da academia, esse discurso é, no mínimo, mal-agradecido para com quem lhe enche o prato...
A falta de evidência empírica ainde se pode tolerar, agora a cobardia de não dizer o(s) nome(s) do(s) seu(s) alvo(s), é chocante!!!
A vergonha e a hipocrisia podiam ter alguns limites!?
Eu também acho que ele é sobretudo um mal-agradecido e que, lá no fundo, bem lá no fundo da alma (se é que ele ainda não a vendeu ao diabo!), este «anti-academicista» é o mais feroz «academicista» de todos...
Pode ser que ainda pegue nesta ideia!
Quanto aos inimigos imaginários da ciência que ele cria e alimenta como se fossem ratinhos de laboratório, começo a duvidar seriamente se «ele» ACREDITA MESMO que «eles» existem...ou se isto tudo não é apenas uma manobra de diversão para se atribuir ainda mais importância e para aparecer, vindo do nevoeiro, como uma espécie de salvador da sociologia portuguesa...
Ou então, podemos estar perante um novo tipo de academicista...o academicista Robin dos Bosques.
Tudo é possível...
A minha maior dúvida é: quem terá sido o diabo que lhe comprou a alma e será que foi com dinheiro das nossas propínas?!
Para aquilo que pagamos de propinas, a alma deve ter saído bastante cara...
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