terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eticamente falando... uma primeira experiência inesquecível!!!

No inicio do 2º ano do mestrado, eu e o Hugo, devido a circunstâncias burocráticas tivemos de escolher uma uc do mestrado de Serviço Social, chamada, Ética da Intervenção Social.

A meio da nossa primeira aula (que era, salvo erro, a terceira da turma), quando se falava de deontologia profissional, os intrusos (nós, os malandros do costume!) foram questionados sobre qual era a sua profissão??? o Hugo respondeu: não temos (a gargalhada na turma, foi geral)...depois do espanto (diria indignação) pelo facto de dois jovens universitários não terem profissão, foi-nos perguntado: qual é a vossa formação base? respondemos: sociologia. De imediato retorquiu MRS: então, são sociólogos!!! (a turma concordou murmurativamente). O espanto (de novo, quase indignação) foi maior quando assumimos nunca ter lido o «código deontológico dos sociólogos».

No final da aula, os alienados da cultura iscteana, procuraram a docente, no sentido de lhe explicar as circunstâncias que nos levaram aquela uc... Conversa inesquecível, aquela!!! na qual a dado passo MRS disse-nos: deviãm pensar melhor... isto vai ser terrível para vocês!!!

Reconheçam-se as estratégias de valorização de culturas profissionais, têm vindo a dar os seus frutos... parabéns a todos os seus mentores e executantes, ou não!!!

PS: Serão todos os indivíduos que possuem carta de condução, motoristas profissionais!?

8 comentários:

Daniel Figueiredo disse...

E eu que pensava que o único requisito formal para fazer cadeiras de 2º ciclo era «ter» uma licenciatura em sociologia...

...afinal também é preciso «ser» sociólogo!

Quem são os verdadeiros «alienados» nesta «estória»?

Aqueles que promovem uma relação unívoca entre a formação académica e a identidade profissional? (a vossa professora, por exemplo)

Ou aqueles que concebem uma pluralidade de modos de integração entre a formação académica e a identidade profissional? (vocês os dois, por exemplo)

Cá para mim não existe pior alienação do que a variante cabeçuda da «cultura profissional associativa».

Mas, para AFC e companhia, a culpa (qual «culpa»!?) é sempre dos «academicistas» (esses malandros!).

Valha-nos o código deontólogico no meio desta confusão...

(ou não!)

Luis Rainha disse...

Desculpa-me a franqueza, mas tanta gralha e tanto erro ficam um pouco mal num blog com esta temática.

Luís Miguel Santos disse...

Caro Luís,
Tens toda razão...
Peço desculpa pelos meus erros e gralhas, a ti, e a todos os leitores... prometo que passarei a ter mais cuidado...

Já agora, gostaríamos (e acho que posso falar em nome dos 4 autores do blog) que os nossos leitores se pronuncicassem apenas, sobre a forma, mas também sobre o conteúdo.

Mais uma vez, desculpem, e obrigado pelo alerta, Luís.

Hugo Militão disse...

"Quais são os seus valores?"
Lembras-te?
E eu: "acho que a pergunta não faz sentido"...enfim, o início de uma bela relação.
Por acaso,para ser justo,a senhora até passou a simpatizar connosco,apesar da tentativa de nos varrer, após a primeira aula.

A propósito, quais são os teus valores? Esquece,tu não tens valores. És um malandro.

Luís Miguel Santos disse...

Isso de perguntar e responder pelos outros não me parece eticamente correcto... o que mem me parece mal, diga-se...

Somos malandros e sem valores... que felicidade!!!

Luis Rainha disse...

Neste tema, a forma confunde-se um pouco com o conteúdo. Isto quando se coloca em causa a honestidade e a preparação dos mestrandos de Sociologia; francamente, julgo que um pouco mais de controlo no uso de trabalhos "reciclados" seria coisa bem-vinda.
Não sendo sociólogo (nem profissionalmente nem por formação), fiquei siderado com a triste qualidade média do pessoal que frequenta estes mestrados no ISCTE. Malta mal preparada, incapaz de escrever ou pensar com tino, sem curiosidade nem brio intelectual.
Atenção, que estou a falar do panorama médio, não dos autores deste blogue, que julgo nem conhecer.

Dautarin da Costa disse...

Caro Luís Rainha

gostaria de perceber melhor, a ideia do "uso de trabalhos reciclados".

Hugo Militão disse...

Caro Luís Raínha. Antes de mais, bem vindo ao nosso blogue.É com enorme prazer que recebemos comentários sobre o conteúdo da nossa inquietação.
Concordo contigo, em relação ao rigor que devemos atribuir ao aspecto formal das nossas mensagens.Permite-me,porém,refutar a ideia,segundo a qual,conteúdo e forma - "nestes temas" - se confundem.A verdadeira mensagem da "inquietação do principiante" está no conteúdo, e não na forma.A indisciplina crítica faz parte do nosso espírito.Essa é a indisciplina que pretendemos realçar.
Não somos, de todo, apologistas do recurso a "trabalhos reciclados".É óbvio que os plagiadores devem ser,negativamente, responsabilizados, pela "reciclagem".No entanto,parece-nos que institucionalizar uma suspeita generalizada não é um caminho justo.Tanto mais quando aqueles que institucionalizam essa suspeita, se revelam muito incoerentes, no seu percurso ético.
Espero que continues a contribuir para o espírito crítico da "inquietação do principiante".
Saudações blogosféricas