Segundo Problema - as explicações sobre o processo de síntese deixam muito a desejar.
Durkheim fala-nos vagamente da «acção de forças sui generis» sobre os elementos do substrato.
Estes últimos, por efeito dessas forças misteriosas (!?), seriam levados a «combinar-se» entre si, «transformado-se» em seguida numa «coisa nova»: o social.
Como é que isto acontece?
Esqueçam.
Ele não explica.
Faz apenas uma ligeira aproximação ao modelo da «síntese química» mas, ao mesmo tempo, afirma que esta é «obra do todo».
Como é que a síntese pode ser obra do todo se este é justamente aquilo que resulta da síntese?
Só se Durkheim tiver em mente uma concepção totalista do substrato da vida social, isto é, um conjunto previamente associado de elementos do nível psíquico.
Nesse caso, aquilo que entraria como matéria-prima no processo de síntese seria já um todo ou, na pior das hipóteses, um quase-todo, um pseudo-todo, um aglomerado de partes (ainda) desprovido de vida social.
Mas não estaremos assim a criar um novo problema (como é que as partes se associaram antes do processo de síntese) sem resolver aquele que temos em mãos (como é que funciona o processo de síntese)?
Fiquem para ver: «Mamã, como é que se fazem as representações colectivas?»
Durkheim fala-nos vagamente da «acção de forças sui generis» sobre os elementos do substrato.
Estes últimos, por efeito dessas forças misteriosas (!?), seriam levados a «combinar-se» entre si, «transformado-se» em seguida numa «coisa nova»: o social.
Como é que isto acontece?
Esqueçam.
Ele não explica.
Faz apenas uma ligeira aproximação ao modelo da «síntese química» mas, ao mesmo tempo, afirma que esta é «obra do todo».
Como é que a síntese pode ser obra do todo se este é justamente aquilo que resulta da síntese?
Só se Durkheim tiver em mente uma concepção totalista do substrato da vida social, isto é, um conjunto previamente associado de elementos do nível psíquico.
Nesse caso, aquilo que entraria como matéria-prima no processo de síntese seria já um todo ou, na pior das hipóteses, um quase-todo, um pseudo-todo, um aglomerado de partes (ainda) desprovido de vida social.
Mas não estaremos assim a criar um novo problema (como é que as partes se associaram antes do processo de síntese) sem resolver aquele que temos em mãos (como é que funciona o processo de síntese)?
Fiquem para ver: «Mamã, como é que se fazem as representações colectivas?»
1 comentário:
Tu és muito chato!
A tua mãe deve estar a ter uma semana complicada.
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