terça-feira, 24 de março de 2009

«Mamã, como é que se fazem as representações colectivas?» (I)

Parece simples...mas não é!

Primeiro Problema - Durkheim emprega várias expressões para designar o substrato da vida social:
  1. «l'ensemble des individus associés»;
  2. «des relations qui s'établissent entre les individus ainsi combinés ou entre les groupes secondaires qui s'intercalent entre l'individu et la société totale»;
  3. «les actions et les réactions échangées entre les consciences élémentaires dont est faite la société»;
  4. «le substrat social»;
  5. «individus»;
  6. «consciences individuelles» (a designação que optei por utilizar na introdução);
  7. «le concours des consciences individuelles»;
  8. «les sentiments privés»;
  9. «la nature personnelle des individus»;
  10. «les propriétés les plus générales de la nature humaine».
Não é preciso dominar fluentemente a língua do nosso estimado «socionauta» para perceber que estas expressões não são equivalentes entre si (comparem, por exemplo, as duas últimas).

Além disso, existe a agravante de algumas exprimirem ideias bastante divergentes: o número 1 («conjunto de indivíduos associados») traduz uma concepção totalista, o número 5 («indivíduos») define uma concepção nominalista e o número 8 («sentimentos privados») sugere uma concepção idealista do substrato da vida social.

Não é de esperar que esta confusão (termino)lógica influa no processo de síntese e na resultante final?

Fiquem para ver: «Mamã, como é que se fazem as representações colectivas?»

1 comentário:

Hugo Militão disse...

Não metas a tua mãe nisto. Ela não merece.
No post anterior, defendi o raciocínio objectivo e linear do senhor...e tu, agora, fazes questão de estragar tudo. Cá para mim, tu és o Tarde do século XXI. Não te metas com o homem...ele já morreu há muito tempo. Mete-te com alguém que esteja vivo: AFC, FLM, RPP... espera aí, estes sociólogos também já foram vítimas dos teus «equívocos» (segundo a terminologia de AFC).