No artigo que escreveu para a edição de Dezembro de 2008 do Le Monde Diplomatique («A impossibilidade de uma economia amoral»), o ladrão de bicicletas José Castro Caldas afirma que a crise que estamos actualmente a viver é a crise de «uma economia que se pensou a si mesma» como «amoral», e que «foi sendo politicamente construída à luz desse pressuposto».
A narrativa começa, segundo ele, na «página número um do Manual de Economia»...
Resultado: multidões de principiantes são assim levad@s a dar o seu assentimento a uma ideia que, além de nada ter de indiscutível, nem sequer faz juz ao pensamento do autor citado em seu apoio.
[continua]
A narrativa começa, segundo ele, na «página número um do Manual de Economia»...
Todos os economistas se lembram da página número um do Manual de Economia, em que a «rainha das Ciências Sociais» era apresentada aos neófitos como demonstração cabal, formal, matemática mesmo, da possibilidade de uma sociedade fundada no egoísmo....e prolonga-se (i.e. conquista legitimidade) na autoridade de um «clássico» da ciência económica:
Esta ideia surgia normalmente ilustrada com uma passagem de Adam Smith: aquela do talhante e do cervejeiro a cujo interesse próprio deveríamos apelar se deles quiséssemos obter o nosso jantar.No entanto, como o autor do artigo faz questão de lembrar, Adam Smith não era APENAS o ideólogo da «sociedade de mercadores» e do «interesse próprio», mas TAMBÉM alguém que compreendia a importância do «sentido de obrigação mútua (de natureza moral)» que rege todas as relações humanas (incluindo as relações contratuais) em sociedade.
Resultado: multidões de principiantes são assim levad@s a dar o seu assentimento a uma ideia que, além de nada ter de indiscutível, nem sequer faz juz ao pensamento do autor citado em seu apoio.
[continua]
1 comentário:
Mas pelas caras dos principiantes que vejo nas cervejarias, não me parece que estejam particularmente preocupados!!!
PS: pelo menos não deixem morrer as cervejas!!!
Enviar um comentário