terça-feira, 11 de agosto de 2009

O estatuto dos comentadores e o desejo de originalidade (3)

Entretanto, ao ler Durkheim, dei por mim a refazer a estrutura da tese.

Afinal, já não era assim tão importante confrontar Durkheim e Tarde para chegar aonde eu queria chegar.

A obra de Durkheim continha mais possibilidades interpretativas do que eu imaginava, antes de pegar, pela primeira vez, em Les Formes Élémentaires de La Vie Sociale (1912).

Para além disso, comecei a acreditar que dificilmente superaria o encantamento pelo Tarde heterodoxo: um personagem que tinha tanto de atraente como de misterioso, obscuro e inatingível...

(ver, entre outros posts, «Tarde e a arte de escrever prefácios»)

Como a minha tese já não era a mesma (i.e. aquela que eu tinha encontrado num livro de Eduardo Viana Vargas), a crise de angústia deixou automaticamente de fazer sentido.

Retomei assim a confiança de que seria capaz de fazer qualquer coisa original.

Ainda mais encerrado em Durkheim.

Cada vez menos aberto a ouvir os comentadores que assobiavam um pouco por todo o lado.

Até ao dia em que...

[continua]

2 comentários:

Dautarin da Costa disse...

até o dia em que?? tou curioso

Daniel Figueiredo disse...

A ideia era mesmo fazer suspense...

(isto de fazer vários posts sobre o mesmo assunto obriga-nos a criar interesse para que as pessoas queiram ler o que vem a seguir!)