No entanto, o comentário de Jorge Ramos do Ó que aparece destacado na página 15 é ainda mais certeiro: «[O recurso à fraude] é o resultado de uma cultura de pouca exigência enraizada em Portugal, em que não se valoriza o processo de aprendizagem, mas apenas a obtenção do diploma».
Sem dúvida, senhor professor!
A fraude só pode constituir uma opção válida na cabeça de um@ alun@ quando el@ sente que não está a perder nada de especial em delegar o trabalho a terceiros.
E por que é que el@ sente que não está a perder nada de especial?
Porque as instituições de ensino superior, pressionadas pelo estrangulamento orçamental e pelas demandas empresariais, estão a esvaziar os currículos de tudo aquilo que era intelectualmente estimulante e exigente em nome da «profissionalização».
Os cursos deixam de cativar enquanto cursos.
A única gratificação possível é o diploma.
Pode alguém ser exigente consigo mesmo quando à sua volta todos (Estado, Universidades, Docentes, etc.) se demitem das suas responsabilidades?
É pena que a jornalista do Expresso não tenha explorado estas questões...teria sido um artigo bem melhor!
Sem dúvida, senhor professor!
A fraude só pode constituir uma opção válida na cabeça de um@ alun@ quando el@ sente que não está a perder nada de especial em delegar o trabalho a terceiros.
E por que é que el@ sente que não está a perder nada de especial?
Porque as instituições de ensino superior, pressionadas pelo estrangulamento orçamental e pelas demandas empresariais, estão a esvaziar os currículos de tudo aquilo que era intelectualmente estimulante e exigente em nome da «profissionalização».
Os cursos deixam de cativar enquanto cursos.
A única gratificação possível é o diploma.
Pode alguém ser exigente consigo mesmo quando à sua volta todos (Estado, Universidades, Docentes, etc.) se demitem das suas responsabilidades?
É pena que a jornalista do Expresso não tenha explorado estas questões...teria sido um artigo bem melhor!
2 comentários:
Grande JORGE...finalmente, o dedo na ferida.
Afinal, quando não se promove a autonomia intelectual, qual é o direito de a exigir?
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