terça-feira, 3 de novembro de 2009

A história do caderninho (4)

(os outros posts desta série podem ser consultados aqui, aqui e aqui)

Só muito recentemente tomei consciência da quantidade enorme de micro-decisões que estão envolvidas no processo de fazer uma tese.

Como cada decisão transporta consigo um universo de possíveis, optar por seguir o caminho Z34 em detrimento da via R62 corresponde sempre a assumir um risco: acabar por não chegar onde se queria chegar e ser obrigado a voltar atrás.

Daí a necessidade de ponderar, isto é, de avaliar a cada instante se as decisões que foram tomadas nos instantes imediatamente anteriores estão a surtir os efeitos desejados ou não.

Quantas noites passadas em claro a ponderar, depois de dias inteiros a ponderar, e assim sucessivamente até começarmos a ficar preocupados com a nossa saúde mental...

[continua]

1 comentário:

Luís Miguel Santos disse...

O "direito à ponderação" já chegou a este blog!?