No derradeiro parágrafo do texto, Durkheim regressa ao ponto de partida, do qual, em bom rigor, nunca se terá chegado a afastar:
Um «naturalismo sociológico» que vê nos fenómenos sociais «factos específicos» e que se propõe dar conta deles respeitando «religiosamente» a sua especificidade...
...«religiosamente» (!?)
Não, car@s principiantes, não é uma metáfora; é uma prescrição moral!
Tendes dúvidas como é que se fazem as representações colectivas?
Resposta de Durkheim, o «socionauta»: só os fracos têm dúvidas; aos fortes basta-lhes acreditar e espalhar a fé.
Sendo assim: «oremos!»
Au-delà de l'idéologie des psychosociologues, comme au-delà du naturalisme matérialiste de la socio-anthropologie, il y a place pour un naturalisme sociologique qui voit dans les phénomènes sociaux des faits spécifiques et qui entreprenne d'en rendre compte en respectant religieusement leur spécificité.
[«Représentations individuelles et représentations collectives», 1898, pág. 22]
Um «naturalismo sociológico» que vê nos fenómenos sociais «factos específicos» e que se propõe dar conta deles respeitando «religiosamente» a sua especificidade...
...«religiosamente» (!?)
Não, car@s principiantes, não é uma metáfora; é uma prescrição moral!
Tendes dúvidas como é que se fazem as representações colectivas?
Resposta de Durkheim, o «socionauta»: só os fracos têm dúvidas; aos fortes basta-lhes acreditar e espalhar a fé.
Sendo assim: «oremos!»
3 comentários:
Isto é mesmo verdade?! No post anterior, termino o meu comentário, referindo que Durkheim recusa a fé. Pelos vistos não. Estava enganado. Fui iludido pelo Durkheim canónico. Mas aquele comentário serve para os canonizadores do Durkheim eclético.
Como nos ensina o mestre Javeau, ao sociólogo-aprendiz cabe a escolha da sua pequena religião.
Prefiro dizer que esta é a «grande religião» da qual todas as outras são apenas «cultos secundários»...
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